Rádio Observador

Leiria

Marionetas de cinco países apresentadas em festival na cidade de Alcobaça

A iniciativa que a companhia considera mostrar "o melhor que se faz cá dentro e lá fora", em termos de teatro de bonecos, conta nesta edição com a participação de 11 companhias portuguesas.

ANTONIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Onze companhias de cinco países apresentam em Alcobaça, de 4 a 7 de outubro, 26 espetáculos de marionetas, integrados no festival internacional que há mais de 20 anos invade a cidade.

O festival Marionetas na Cidade, organizado pela companhia S.A.Marionetas — Teatro & Bonecos, é “um dos eventos mais antigos dedicados à arte da marioneta” em Portugal e cumpre este ano a 21.ª edição em Alcobaça.

A iniciativa que a companhia considera mostrar “o melhor que se faz cá dentro e lá fora”, em termos de teatro de bonecos, conta nesta edição com a participação de 11 companhias de vários pontos de Portugal e de países como Espanha, França, Reino Unido e Grécia.

De Espanha, a companhia Cia Ele traz o seu mais recente trabalho, “Roulettes”, que gira à volta de Ramiro Ramirez, um velho homem com hábitos certos, que faz o seu passeio diário. Títeres Alakrán, também de Espanha, conta a história de um feirante de roupa, desesperado pelas parcas vendas, que se vê surpreendido pela aparição de um empresário de renome mundial, que lhe compra tudo.

Noisy Oyster, do Reino Unido, mostra em Alcobaça “Plain Bob”, um espetáculo sem palavras, com mimica, música e efeitos sonoros.

“A cabana de Pépé” surge pela mão da Cinemarionnettes Compagnie Théâtres de Marionnettes, de França, para surpreender o público com “um pequeno teatro ambulante, que deambula entre a multidão, com uma estranho personagem”, divulgou a organização do festival.

Da Grécia o Bufos Puppet Theatre chega com “Rembetiko”, retratando um estilo musical surgido nos anos 20, através de músicos tradicionais e de imigrantes turcos.

Entre os portugueses destacam-se Companhia Marimbondo (Lousã), Jangada Teatro (Lousada), Folia Teatro com Marionetas (Lisboa), Era Uma Vez (Évora) e Marionetas da Feira (Santa Maria da Feira), que se juntam à companhia de Alcobaça que, ao longo do festival, tem procurado “descobrir artistas e projetos emergentes no panorama nacional”.

“Marcam presença nas ruas e nos palcos praticamente todas as estruturas profissionais deste país e muitas estrangeiras”, refere a S.A. Marionetas num comunicado de divulgação do festival, que arranca no dia 04 de outubro (quinta-feira), com espetáculos para as escolas, e que se prolonga até domingo, com as marionetas a subirem ao palco em praças, mercados e salas de teatro da cidade.

Depois de 20 edições realizadas, a companhia de Alcobaça considera que o trabalho que se comprometeu fazer, “ao longo de todos estes anos, foi feito”, ressalvando que, atualmente, “existem vários eventos de formato idêntico dedicados à arte da marioneta, espalhados pelo país”, em relação aos quais reclama “alguma culpa desta realidade”.

A Companhia promete para depois da 21.ª edição algumas novidades (ainda não divulgadas) no formato do festival organizado desde 1998, como o culminar de uma série de espetáculos realizados pela S.A. Marionetas ao longo desse ano, para comemorar o primeiro ano como estrutura profissional. Todos os espetáculos do festival “Marionetas na Cidade” são de entrada gratuita.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)