“Internet das Coisas” – pode soar estranho, mas a designação é a que melhor traduz a realidade. Explicando de uma forma simplista, a Internet das Coisas é uma espécie de extensão da Internet em objectos/produtos que fazem parte do nosso quotidiano, desde que estes estejam apetrechados com software que lhes permita comunicarem. A ponto de se poderem ligar à Internet.

Na indústria automóvel, isso encerra um verdadeiro mundo de possibilidades, permitindo que os construtores passem a diferenciar-se não pelo carro que vendem, mas pelos serviços que podem vender com esse carro. Demasiado futurista na sua opinião? Olhe que não, pois está para breve!

Tirando partido da Internet das Coisas, qualquer fabricante pode fornecer uma série de serviços aos seus clientes, que vão desde o streaming de media onboard (filmes ou TV), passando pela conectividade residencial inteligente ou por um assistente pessoal, até serviços de manutenção preventiva, actualizações, upgrades e mais. Muito mais.

Foi precisamente para estar na linha da frente desta oferta que a Volkswagen decidiu unir-se à Microsoft, tendo as duas companhias assinado um acordo com vista a criar aquilo que se chamará “Volkswagen Automotive Cloud”. Mais interessante do que a denominação será o conteúdo agregado nessa nuvem e que é, nem mais nem menos, do que todos os futuros serviços digitais e ofertas de mobilidade da marca alemã. Será através dessa nuvem que a Volkswagen vai promover a ligação entre o veículo, o condutor e os serviços disponibilizados ao cliente, por meio do sistema “Volkswagen We”.

De acordo com as previsões do fabricante germânico, é expectável que a partir de 2020 mais de 5 milhões de novos Volkswagen sejam adicionados por ano à Internet das Coisas na nuvem, a partir da plataforma Azure da Microsoft. Segundo a marca, o objectivo é que, no futuro, todos os seus automóveis se tornem bases móveis da Internet das Coisas.

Numa visão a mais longo prazo, esta estratégia pode ser determinante para o sucesso dos veículos autónomos, pois é evidente que com a chegada deste tipo de mobilidade será necessário ter uma plataforma que faça a gestão da informação recolhida por cada veículo, ao mesmo tempo que sirva de base para a ligação automóvel/infraestrutura.