A Câmara Municipal de Lisboa explicou que a decisão de enviar uma mensagem de texto de alerta devido à aproximação da tempestade Leslie foi tomada no próprio sábado, durante uma reunião à hora de almoço entre a Proteção Civil nacional e municipal, a Polícia Municipal e o Regimento de Bombeiros Sapadores de Lisboa. Em resposta à TSF, a autarquia considera que se tratou de “uma situação excecional” em que se decidiu ser importante utilizar a base de dados da EMEL para “prevenir os efeitos da tempestade”.

“Atendendo ao tamanho da base de dados da EMEL, e dada a necessidade de alertar o maior número de pessoas, a Proteção Civil municipal considerou relevante usar, também, este meio complementar de informação aos cidadãos”, afirmou a Câmara de Lisboa. “Foi um canal de informação adicional a todos os outros, usado numa situação excecional”, lê-se numa nota enviada pela autarquia para a Agência Lusa.

A decisão de utilizar a base de dados da empresa municipal EMEL foi tomada no sábado, “após uma reunião de todos os serviços municipais envolvidos na proteção da cidade, Proteção Civil, Polícia Municipal e Regimento Sapadores Bombeiros, com a CML e todas as juntas de freguesia de Lisboa”, lê-se na nota.

A autarquia liderada por Fernando Medina acrescentou ainda que a mensagem de texto foi enviada “antes das 18h de sábado” ainda que muitas pessoas tenham recebido a SMS várias horas depois — e que terá sido o sistema utilizado a demorar a “processar o envio de mensagens, saindo em lotes e com atraso manifesto”. À Agência Lusa, a mesma fonte oficial acrescentou que foi “identificada a necessidade de avisar as pessoas das medidas necessárias para prevenir os efeitos da tempestade, que se previa entrar pela área metropolitana”.

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No domingo, questionado sobre estas mensagens, o comandante nacional da Proteção Civil, Duarte Costa, negou qualquer responsabilidade, explicando que só tem “protocolo” para envio de mensagens em caso de risco de incêndio.

De recordar que, no seguimento do envio das mensagens durante o dia de sábado e ainda a manhã de domingo, a Comissão Nacional de Proteção de Dados revelou ter recebido três queixas e anunciou ainda a abertura de um processo de averiguação para perceber as circunstâncias da SMS enviada pela EMEL.