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Companhia de dança Batsheva apresenta “Venezuela” de Ohad Naharin no CCB

O espetáculo é uma nova coreografia do criador israelita Ohad Naharin para a Batsheva Dance Company e vai ser apresentada a 31 de outubro e 1 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

ABIR SULTAN/EPA

O espetáculo “Venezuela”, nova coreografia do criador israelita Ohad Naharin para a Batsheva Dance Company, vai ser apresentada a 31 de outubro e 1 de novembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

De acordo com a programação, o espetáculo tem coreografia de Ohad Naharin, desenho de luz de Avi Yona Bueno, banda sonora e edição de Maxim Waratt, figurinos de Eri Nakamura, e a interpretação será dos bailarinos da Batsheva Dance Company.

Em “Venezuela”, Naharin sugere que, “ao ver duas vezes seguidas a mesma coreografia, descobre-se que a experiência da primeira vez é diferente da segunda, e talvez até da vigésima vez”, assinala um texto do CCB sobre a peça.

“Esta reflexão sobre o significado da composição, tanto no quadro geral do espetáculo, como no aspeto particular da dança como uma forma de expressão artística que se dissipa num instante, acompanha-a e dá-lhe significado”, acrescenta.

Naharin dividiu a companhia em dois grupos de bailarinos, e exceto num curto segmento interpretado por toda a companhia, são dadas duas versões da mesma peça. A diferença entre as duas partes está no facto de que são bailarinos diferentes que interpretam cada versão, destacando-se o ambiente diferente.

Na primeira parte, a banda sonora consiste em cantos corais eclesiásticos, dando a este ato uma atmosfera de seriedade e contenção, enquanto, na segunda versão, a cena tem um espírito rock’n’roll, com música indiana e árabe a colorir a mesma coreografia, mas com diferentes tonalidades.

A iluminação também conta duas histórias diferentes: uma cena principalmente iluminada na primeira parte, e uma muito mais escura no segundo segmento, incluindo alguns momentos de total escuridão, “uma espécie de momento inesperado entre atos”.

Neste trabalho, como noutros anteriores, Naharin recorre a um movimento uníssono de um grande ensemble, além de criar solos para os seus bailarinos, envolvendo-os em todo o processo.

A coreografia é reminiscente de movimentos, ou gestos, de alguns dos seus trabalhos anteriores, como “Anaphase”, criado há mais de duas décadas.

Ohad Naharin, nascido em 1952, em Mizra, Israel, é o coreógrafo residente da Batsheva Dance Company e criador da linguagem de movimento “Gaga”. Juntou-se, em 1974, à Batsheva Dance Company, em Telavive, onde a coreógrafa Martha Graham – fundadora da companhia, em conjunto com baronesa Batsheva de Rothschild, em 1964 – o descobriu e convidou a juntar-se à sua própria companhia, em Nova Iorque.

Entre 1975 e 1976, Naharin estudou na School of American Ballet, na Juilliard School e também com Maggie Black e David Howard. Juntou-se, mais tarde, ao Ballet du XXe siècle de Mauric Béjart, em Bruxelas, durante uma temporada, e voltou a Nova Iorque em 1979, tendo, no ano seguinte, estreado a sua primeira coreografia no estúdio de Kazuko Hirabayshi.

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