Web Summit

Empresas portuguesas inovadoras vão ter fundo de 190 milhões de euros

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O investimento foi feito no âmbito de dois fundos: um de 150 milhões de euros para empresas que trabalham em áreas como a sustentabilidade e outro de 40 milhões para projetos sociais.

ANDRE DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Autor
  • Ana Catarina Peixoto

A Web Summit foi o evento escolhido para o Fundo Europeu de Investimento anunciar um investimento de 190 milhões de euros destinado às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) portuguesas inovadoras, que decorre através de dois novos fundos. O acordo foi assinado esta terça-feira pelo Comissário Europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, pelo vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Ambroise Fayolle, e por representantes das responsáveis pelos fundos.

Um dos fundos, no valor de 150 milhões de euros, é gerido pela Vallis Capital Partners — uma empresa que investe em PMEs ibéricas inovadoras e com alto potencial de crescimento — e destina-se a empresas portuguesas que trabalhem em áreas como a sustentabilidade, incluindo indústrias relacionadas com o crescimento demográfico e a escassez de recursos naturais. “Se pudermos financiar projetos como este, significa que há mais empresas que estão a chegar e coinvestir neste projetos. E é isso que estamos a ver em Portugal”, disse ao Observador Ambroise Fayolle.

Já o segundo fundo, o Mustard Seed Maze Social Entrepreneurship, que vai contribuir com 40 milhões de euros, é na opinião do vice-presidente do BEI, um projeto a destacar por trabalhar na área social. “É a primeira vez que assinamos com um acelerador de impacto social em Portugal e este é um projeto muito interessante”, referiu.

Imagine uma empresa que ajuda, por exemplo, pessoas que acabaram de sair da prisão e não sabem qual o próximo passo a tomar para recuperarem as suas vidas. Este fundo financia este tipo de projetos e isso é muito interessante não só em termos de negócio, mas em termos de impacto”, acrescentou ainda Ambroise Fayolle.

Mas, o que podem fazer as empresas de áreas mais tradicionais para se reinventarem e também elas se tornarem inovadoras? “Muitas vezes estas empresas precisam de trabalhar na digitalização e isto não é só em Portugal, mas na Europa e também fora dela. Na Europa é claramente um problema”, respondeu o vice-presidente do BEI.

Ambroise Fayolle explicou ainda que Portugal é “um dos principais beneficiários de financiamento por parte do BEI” e que, muitas vezes, o banco financia diretamente algumas empresas “que são muito inovadoras e de rápido crescimento”. Um exemplo foi o investimento na empresa Science4You. “Estamos muito interessados neste tipo de projetos”, sublinhou.

Segundo Carlos Moedas, citado em comunicado, “estes dois apoios do Plano Juncker vão dar às pequenas e médias empresas portuguesas o impulso que precisam para expressarem os seus talentos e transformarem as suas ideias em projetos concretos”. O investimento, explica o Comissário Europeu, é dirigido a “projetos inovadores de elevado valor agregado e às empresas sociais”, dois setores que considera serem “fundamentais para o futuro da economia europeia”.

Ambos os fundos apresentados foram aplicados no âmbito do Fundo de Investimento Europeu, numa colaboração com o InnovFin Equity e COSME EFG.

(Texto editado por Ana Pimentel)

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