As autoridades paquistanesas atualizaram para 35 o número de mortos da explosão desta sexta-feira num mercado em Kalaya, no noroeste do Paquistão, no segundo ataque do dia no país, depois de outro no consulado chinês em Karachi.

Segundo o responsável da polícia local, Tahir Ali, aos 35 mortos juntam-se cerca de 50 feridos, a maioria muçulmanos xiitas. O balanço inicial era de 20 mortos e 50 feridos.

Este foi o segundo ataque do dia no país, depois de outro no consulado chinês em Karachi. Tahir Ali,  e a tragédia levou as autoridades a declarar emergência nos hospitais da região para lidar com a situação, disse à agência Associated Press

Por sua vez, em declarações à agência Efe, o porta-voz da administração da região, Mohamed Bilal, disse que o mercado estava lotado quando ocorreu a explosão, cerca das 10h00 locais (05h00 em Lisboa). “Foi um ataque terrorista, mas não está claro se foi um dispositivo explosivo improvisado ou um homem-bomba”, acrescentou.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, condenou o ataque, que considerou um “ato de terrorismo”.

A região de Orakzai, onde fica Kalaya, tem sido palco de vários ataques nos últimos anos, a maioria reivindicada por militantes sunitas paquistaneses. Este foi o segundo atentado do dia no Paquistão, depois de um outro contra o consulado chinês em Karachi ter provocado pelo menos seis mortos em Karachi, cidade portuária no sul do Paquistão.

O Paquistão lançou uma operação militar nas áreas tribais do noroeste do país em 2014, na qual 3.500 alegados terroristas morreram, segundo o exército, que foi alargando em 2017 as operações antiterroristas a outras partes do território.

(Artigo atualizado com o número de mortos)