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Câmara Municipal Lisboa

Medina diz que projeto para o Martim Moniz “não é o ideal”, mas é “bem melhor” do que o atual

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Fernando Medida considera que o projeto de requalificação do Martim Moniz "não é o ideal", "não é o melhor", mas é "bem melhor" do que existe atualmente. A requalificação vai custar 3 milhões.

A requalificação do Martim Moniz vai custar três milhões de euros e deverá arrancar no "início do próximo ano"

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), afirmou esta quarta-feira que o projeto de requalificação da praça do Martim Moniz “não é o ideal”, “não é o melhor”, mas é “bem melhor” do que existe atualmente.

Falando na reunião pública do executivo, que decorreu nos Paços do Concelho, o presidente da câmara da capital começou por considerar que “não deixa de ser surpreendente que só se ouviu falar das preocupações do Martim Moniz quando se apresentou um projeto de mudança para aquela praça”.

“Até agora estava tudo bem. Estou aqui há anos, na câmara, e nunca ouvi nenhum grande movimento de cidadãos, de intelectuais, de pessoas interessadas com a vida da cidade, virem referir qualquer situação de preocupação com o Martim Moniz”, disse, em resposta a uma munícipe que interveio na sessão.

Apontando que a “situação que ali estava era uma situação má”, e que “não cumpria os requisitos, não cumpria aquilo que devia ser aquela zona da cidade e aquela praça”, Medina salientou que “desde há larguíssimas décadas” que existe “uma enorme dificuldade em se encontrar uma boa solução para a praça do Martim Moniz”.

“Acho que a solução proposta é bem melhor do que o que lá está hoje. Não é o ideal, admito. Não é o melhor, admito”, vincou o autarca socialista, salientando que “convém é que se mude para melhor”.

No início do mês, um representante do concessionário daquela praça disse aos jornalistas que a requalificação do Martim Moniz vai custar três milhões de euros e deverá arrancar no “início do próximo ano”, podendo levar à criação de “mais de 300 postos de trabalho”.

“Queremos começar a obra no início do ano, para abrir [o renovado mercado de fusão de nascerá ali] no verão”, afirmou nessa altura Geoffroy Moreno, um dos sócios fundadores da Stone Capital, empresa que faz parte da Moonbrigade, Lda., a concessionária da praça até 2032.

O projeto de requalificação daquela praça na freguesia de Santa Maria Maior já era conhecido, mas foi alvo de duras críticas na sessão de apresentação à população, que decorreu no Hotel Mundial.

Nesse encontro, a população rejeitou a solução apresentada, que passa pela substituição das estruturas comerciais atuais por contentores modificados, e pediu que o local desse lugar a um jardim.

Em resposta, Geoffroy Moreno anunciou modificações ao projeto para ir ao encontro das preocupações manifestadas nessa sessão, mas apontou que a praça irá mesmo ter contentores que serão “descascados” e que o esqueleto da estrutura “será revestido” com outros materiais, para ser adaptado ao comércio ou serviço que irá albergar.

Apesar de os populares terem pedido um jardim, a praça vai contar com um mercado, à semelhança do que já lá existia até agora, mas será “totalmente aberto” – um “espaço público sem fronteiras nem barreiras”.

Esta quarta-feira, também o presidente da câmara recusou um jardim naquele local, lembrando que existe um parque de estacionamento debaixo da praça, e “não está uma zona permeável onde isso possa ser feito”.

Intervindo na discussão, o vereador João Pedro Costa (PSD) defendeu “que seja aberto um concurso público de ideias” sobre o futuro daquele local, e que as ideias que daí surjam possam ser discutidas com moradores e comerciantes antes de ser escolhida alguma.

Também o centrista João Gonçalves Pereira defendeu que deve “haver discussão” das possibilidade em cima da mesa, “antes da aprovação” de qualquer uma.

“Evidentemente tem de haver discussão, não é por via da imposição”, afirmou.

Por seu turno, a vereadora Ana Jara (PCP) criticou que a vereação não tenha tido conhecimento do projeto apresentado pelo concessionário, e referiu uma “falta criatividade” em relação à forma como o município poderia ter conduzido esta questão.

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