Os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) vão passar a cozinhar com sal iodado, ao invés do sal comum, com o objetivo de “melhorar as condições de saúde” da comunidade académica, anunciou esta segunda-feira aquela academia. Em comunicado enviado à Lusa, os SASUM referem que a mudança do tipo de sal entra em vigor “a 100%” em fevereiro.

“Os portugueses consomem o dobro do sal recomendado. Este excesso pode revelar-se fatal para a saúde, causando problemas de hipertensão e doenças cardiovasculares. Perante este facto, os SASUM tomaram a decisão de arrancar, no início do segundo semestre, com a adoção destas medidas que se revestem de enorme importância para as populações”, explica o texto.

Além da alteração no tipo de sal usado para confecionar as refeições, os SASUM, dentro do Plano Estratégico de Sustentabilidade, desenvolveram um “processo de otimização do seu modelo de gestão de resíduos alimentares, com especial enfoque no que é praticado nas cantinas”. Por isso, aponta o texto, “todos os restos alimentares, resultantes da confeção de refeições nas cantinas dos SASUM, passam agora a ser encaminhados para quintas situadas na região, podendo servir de alimento para os animais”.

O objetivo desta medida é tornar “possível dar-se um destino mais nobre a um resíduo que, até à data, não apresentava qualquer tipo de utilidade, promovendo uma maior sustentabilidade ambiental, mas também social e económica, na medida em que este contributo possibilita poupanças significativas aos proprietários destes espaços”.

Segundo estimativa dos SASUM devem, no total, ser encaminhados por ano aproximadamente 15 toneladas de resíduos alimentares.