Ministério da Defesa

Venezuela. “Não há necessidade de pensar em plano operacional” para retirar lusodescendentes do país

Ministro da Defesa não vê necessidade em criar plano operacional para retirar portugueses da Venezuela. Pelo contrário, espera que haja condições para continuar a viver no país.

Gomes Cravinho diz que não houve nenhuma indicação por parte do MNE de que haja necessidade de pensar num planeamento operacional para extrair portugueses

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Defesa Nacional assegurou esta quarta-feira que não há “neste momento” necessidade de pensar “num plano operacional” para retirar portugueses e lusodescendentes da Venezuela.

“Neste momento não temos nenhuma indicação por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de que haja qualquer necessidade de pensar num planeamento operacional para extrair portugueses, lusodescendentes, cujo objetivo é sobretudo continuar a viver na Venezuela e esperamos que haja condições para que assim seja”, afirmou Gomes Cravinho.

Numa audição parlamentar a requerimento do CDS-PP, o ministro da Defesa disse que as Forças Armadas “estão sempre prontas para num curto tempo desenvolver planos para circunstâncias que o justifiquem”. Contudo, a questão não se colocou e “não temos um plano operacional para retirar portugueses da Venezuela”, reiterou.

Face às afirmações do ministro, o deputado do CDS-PP João Rebelo manifestou surpresa afirmando que “não lhe passa pela cabeça” que não exista ainda “uma reflexão” sobre “um plano de evacuação” no Ministério da Defesa e no Estado-Maior General das Forças Armadas.

Perante críticas do PCP e do BE sobre a estratégia do Governo português em relação à situação política na Venezuela, o ministro da Defesa considerou que a matéria cabe ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, escusando-se a discutir o tema em concreto.

PCP e BE acusaram o governo português de assumir uma posição “irresponsável” de “seguidismo” dos presidentes norte-americano, Donald Trump, e brasileiro, Bolsonaro, e de alguns governos europeus, ao reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)