Rádio Observador

Cultura

Casa Fernando Pessoa fecha provisoriamente para obras de remodelação

A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, irá encerrar ao público a partir de março para ter obras que pretendem dar resposta ao número crescente de pessoas que procuram o museu.

A Casa Fernando Pessoa fecha portas no dia 1 de março, mas ainda as reabre este ano com um novo projeto museográfico que dará mais acesso ao espólio do escritor

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, vai ser remodelada para poder dar resposta ao cada vez maior número de pessoas que procuram aquele núcleo museográfico dedicado ao poeta português, pelo que irá encerrar ao público a partir de março.

De acordo com uma nota enviada esta segunda-feira pela Casa Fernando Pessoa, aquele espaço, localizado no número 16 da rua Coelho da Rocha, fecha portas no dia 1 de março, para as reabrir ainda este ano, “com um novo projeto museográfico que dará mais acesso ao espólio do escritor”.

Durante os próximos meses serão feitas obras naquela que foi a casa onde Fernando Pessoa viveu nos seus últimos 15 anos de vida, para melhor poder responder ao “número crescente” de pessoas que procuram “saber cada vez mais sobre o autor que se tornou, nas últimas décadas, um símbolo da literatura portuguesa a nível mundial”.

No entanto, as atividades da Casa Fernando Pessoa vão continuar a decorrer, nesse período, a partir diferentes pontos: escolas, ruas que o poeta costumava percorrer, o bairro de Campo de Ourique, teatros ou museus da cidade.

Está prevista a continuação dos ciclos de programação, bem como dos programas educativos, como é o caso dos passeios, das oficinas, das Aulas de Poesia Mundial, da Feira do Livro de Poesia, do Clube dos Poetas Vivos, em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, ou da segunda edição do encontro internacional Lisbon Revisited — Dias de Poesia, em junho.

Inaugurada em 1993, a Casa Fernando Pessoa, atualmente gerida pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), tem como missão fazer uso do legado do escritor e servir como lugar de encontro e reflexão sobre a criação literária, tendo, ao longo dos anos, desenvolvido novas valências para acompanhar a tendência de aumento do turismo cultural.

Foi precisamente o volume de visitantes — apenas nos últimos seis anos subiu para mais do dobro — e a diversidade dos públicos que tornaram necessário um novo projeto que tornasse o edifício acessível e inclusivo.

Através deste novo projeto museográfico, a Casa Fernando Pessoa pretende também “abrir ao público de uma forma mais participativa a biblioteca particular do escritor, entre outro espólio da Casa Fernando Pessoa”.

“Atualmente reservada apenas a investigadores, embora acessível online ao público, esta coleção de livros constitui o acervo mais valioso da Casa Fernando Pessoa e passará a estar exposta”.

Distribuída por três pisos e com uma área consideravelmente maior, a nova exposição pretende reforçar a sua posição na rota dos museus da capital, apresentando-se como um museu de literatura dedicado a Pessoa, acessível a todos que queiram conhecer melhor o autor, e como um espaço de literatura e poesia da cidade.

Realizado em parceria com o Turismo de Portugal, este projeto de remodelação é da autoria de José Adrião Arquitetos, tendo o projeto museográfico sido executado pelo Gabinete de Design GBNT, a partir de uma proposta do curador Paulo Pires do Vale.

Para a conceção dos conteúdos foram consultados investigadores especializados em Fernando Pessoa e familiares do escritor. A melhoria das acessibilidades é um dos focos principais deste projeto que visa também a requalificação do espaço para o cumprimento das exigências legais.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)