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Ministério da Cultura

Ministra da Cultura destaca papel da cultura para “coesão social e paz”

A ministra da Cultura falava numa cerimónia de entrega de 2 quadros de Bento Coelho da Silveira ao Museu Nacional de Arte Antiga, doadas pelo Imamat Ismaili e a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

A ministra da Cultura falava esta sexta-feira numa cerimónia de entrega de dois quadros do pintor Bento Coelho da Silveira ao Museu Nacional de Arte Antiga

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, destacou esta sexta-feira, em Lisboa, o papel da cultura como instrumento para “conseguir coesão social e paz” nas comunidades, numa altura em que se vivem “tempos desafiantes”. A tutelar da pasta da cultura falava numa cerimónia de entrega de dois quadros do pintor Bento Coelho da Silveira (1617-1708) ao Museu Nacional de Arte Antiga, doadas pelo Imamat Ismaili e a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

“Vivemos tempos desafiantes, e temos de passar para as próximas gerações a nossa cultura e história, para que os tempos não regridam”, alertou a ministra, sublinhando a cooperação entre o Estado português e aquela comunidade.

Na cerimónia estavam presentes Aga Khan, o 49.º Íman hereditário e líder espiritual dos muçulmanos xiitas ismaelitas, o irmão, o príncipe Amyn Aga Khan, o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, e algumas dezenas de convidados.

Da autoria do pintor régio de D.Pedro II, além das duas obras destinadas ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, haverá uma outra para o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Ao Museu Nacional de Arte Antiga foram agora entregues as telas “Repouso no regresso do Egipto” e “Virgem com o menino e a visão da Cruz”, enquanto no Museu Nacional Soares dos Reis ficará, nos próximos meses, a “Apresentação da Virgem no Templo”.

“Esta doação mostra que podemos trabalhar juntos para que a arte possa estar acessível ao domínio público”, disse Graça Fonseca, no seu discurso, em inglês, tal como os outros oradores, defendendo que “as pinturas devem ser vistas pelas pessoas, e ser um veículo para contar a história e a cultura de um país”. A ministra agradeceu ainda “o trabalho que Aga Khna tem realizado em Portugal ao longo dos anos”, nomeadamente em projetos de inclusão social, e com as comunidades.

Por seu turno, o príncipe Amyn Aga Khan disse que a doação em causa “é um reflexo do compromisso de fazer parte da vida cultural deste país”. “Os quadros estavam originalmente no Palacete Mendonça [em Lisboa, adquirido para ali ser criada a nova sede da comunidade ismaili], e decidimos que deveriam estar acessíveis ao público em geral”, explicou. “Sentimos que seria o sítio ideal para estes dois quadros”, acrescentou o príncipe, falando também em nome do irmão, que não discursou.

Por outro lado, Amyn Aga Khan fez questão de agradecer ao diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, a sua atividade como diretor daquela instituição, a qual deverá deixar em junho, depois de ter decidido não se recandidatar ao lugar. “Uma das minhas intenções era agradecer ao meu amigo, pelo excelente trabalho que fez no museu nos últimos dez anos, e à sua equipa. Os meus parabéns”, disse. E acrescentou: “Como Portugal não é só Lisboa, também é Porto, e outras cidades, decidimos doar um terceiro quadro ao Museu Nacional Soares dos Reis”.

Recordou ainda o apoio que a Fundação Aga Khan deu à aquisição, na campanha pública “Vamos colocar o Sequeira no lugar certo”, da pintura “Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira, de 1828. A Fundação Aga Khan apoiou, na altura, a compra da obra com 200 mil euros, um terço do valor total pelo qual foi adquirido para o museu, em 2016. “Essa campanha mostrou que existe um apoio público à cultura neste país. Nós queremos fazer parte desse apoio”, salientou ainda.

Depois de terem observado a exposição das duas obras doadas, os dois príncipes Aga Khan foram levados pelo diretor do museu a apreciar “Adoração dos Magos”, que consideraram “sublime”. Por seu turno, António Filipe Pimentel, agradeceu a “generosa doação” da parte da comunidade ismaili, das duas novas obras, apontando que “serão exibidas com a dignidade que merecem”, naquele no museu.

As entidades estabeleceram um acordo, em 2015, com o Estado Português, para instalação da sede mundial do Imamat Ismaili, em Lisboa.

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