Três anos depois, o FC Porto está apurado para a final da Taça de Portugal. Quatro anos depois, Sérgio Conceição vai estar na final do Jamor. Oito anos depois, os dragões vão tentam voltar a conquistar a prova rainha do futebol português. Pela primeira vez desde que é treinador, o técnico azul e branco vai procurar subir à tribuna presidencial do Estádio Nacional enquanto vencedor.

A final de 26 de maio de 2019 será a 30.ª do palmarés do FC Porto na Taça de Portugal. O registo dos dragões tem saldo positivo, já que em 29 finais conquistaram o troféu em 16 ocasiões e foram finalistas vencidos nas outras 13. Ainda assim, não vencem a prova rainha do futebol português desde 2010/11, temporada em que completaram uma série de três épocas consecutivas a conquistar a Taça de Portugal (contra Paços de Ferreira, Desp. Chaves e V. Guimarães).

A última vez que o FC Porto esteve numa final da Taça de Portugal foi em 2015/16: na altura, o Sp. Braga conquistou o título na decisão por grandes penalidades após o resultado ao fim de 120 minutos não ter ido além de um 2-2 (André Silva bisou, Rui Fonte e Josué marcaram pelos bracarenses). A equipa minhota, que esta terça-feira acabou por cair aos pés dos dragões nas meias-finais, venceu então a segunda Taça da sua história e a primeira em 50 anos. A final de há três temporadas tem ainda como curiosidade o facto de José Peseiro, então treinador do FC Porto, ter sido despedido dias após a derrota no Jamor e contratado cerca de um mês depois pelo Sp. Braga para o lugar de Paulo Fonseca, que saiu para o Shakhtar Donetsk. Nuno Espírito Santo, por sua vez, assumiu o comando técnico dos dragões.

Enquanto treinador, Sérgio Conceição só esteve uma vez na final da Taça de Portugal. Em 2014/15, quando orientava o Sp. Braga — que agora deixou para trás na meia-final –, o agora técnico do FC Porto perdeu no Jamor com o Sporting de Marco Silva na decisão por grandes penalidades. Os minhotos estavam a ganhar por dois golos de vantagem aos 25 minutos, por intermédio de Rafa e Éder, mas Slimani a seis minutos dos 90 e Montero ao terceiro minuto de descontos levaram tudo para prolongamento. Depois do nulo ao fim da meia-hora extra, André Pinto, Éder e Salvador Agra falharam os respetivos penáltis, Adrien, Nani e Slimani converteram e o Sporting conquistou o primeiro título no espaço de sete anos.