Cultura

Morreu Maria Alberta Menéres, jornalista e autora de livros infantis. Velório é na tarde desta terça-feira em Lisboa

6.377

A jornalista, poetisa e escritora portuguesa morreu na segunda-feira, aos 88 anos. O velório tem lugar na Basílica da Estrela, em Lisboa, esta terça-feira.

Maria Alberta Menéres tinha 88 anos e a morte foi anunciada pela neta via Facebook

RUI COUTINHO/GLOBAL IMAGENS

Autores
  • Agência Lusa

Morreu Maria Alberta Menéres, jornalista, poetisa e escritora portuguesa. Tinha 88 anos e o anúncio foi feito na segunda-feira via Facebook pela neta. Maria Alberta Menéres faleceu ao final da tarde, na sua residência, em Lisboa, disse à Lusa a sua filha, Eugénia de Mello e Castro.

O velório da escritora vai decorrer na Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 18h00 desta terça-feira, disse à Lusa a filha Eugénia de Mello e Castro. A missa de corpo presente vai ter lugar no mesmo local, na quarta-feira, às 13h00, seguindo depois para o Cemitério das Olaias, onde será cremada.

Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres nasceu em Vila Nova de Gaia, em 25 de agosto de 1930. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e foi professora do Ensino Técnico, Preparatório e Secundário, nas disciplinas de Língua Portuguesa e História, de 1965 a 1973.

Autora de mais de 100 livros infanto-juvenis, encontram-se entre as suas principais obras “Ulisses”, editada pela primeira vez em 1970, que conta já 45 edições e da qual vendeu mais de um milhão de exemplares. Destaca-se ainda a coleção “1001 Detectives”, da qual se editaram 16 títulos, entre 1987 e 1993, “Um Peixe no Ar” e “Um Camaleão na Gaveta”.

Maria Alberta Menéres dirigiu, durante mais de uma década, o Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP. Foi também autora e produtora de muitos programas televisivos para crianças e jovens, uma vez que, nessa época, como afirmou numa entrevista, “quem comandava também criava”.

Enquanto jornalista, Maria Alberta Menéres colaborou com vários jornais e revistas, designadamente Diário de Notícias, Távola Redonda, Cadernos do Meio Dia e o Diário Popular, no qual coordenou a secção de iniciação à literatura. Foi também, durante três anos, diretora da revista Pais & Filhos.

A escrita fez ainda traduções e adaptações, escreveu dezenas de peças de teatro, e publicou 15 livros de poesia, que será em breve “totalmente reeditada e organizada pela Porto Editora, com o título ‘Poesia Completa'”, disse fonte da família à agência Lusa.

Em 1960, recebeu o prémio internacional Giacomo Leopardi e em 1986 o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, pelo sua obra literária. Em 1990 foi nomeada Provedora da Justiça das Crianças e, mais recentemente, em 2010 foi agraciada com o grau de comendadora da Ordem de Mérito.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)