Eleições Europeias

Tudo contra o PS antes da reflexão que é passada no ginásio e a fazer companhia ao cão

Rio e Rangel centraram as últimas palavras aos eleitores em ataques ao PS. O candidato contou ao Observador como passará dia de reflexão: vai ao ginásio, fazer companhia ao cão e arranjar o telemóvel.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O PS não é de confiança. Foi nesta ideia que Rui Rio e Paulo Rangel centraram a última mensagem que quiseram deixar aos eleitores, na Praça da Batalha, no Porto. O presidente do PSD alertou que o PS de Costa “namora com qualquer um, mas só casa por interesse“, isto “porque por amor, só mesmo ao poder”. O cabeça de lista social-democrata às Europeias, minutos antes, ainda tinha sido mais violento lembrando que é preciso votar PSD para evitar um PS que tem práticas de “ocupação molecular do poder”, de “controlo da comunicação social” e “controlo dos próprios companheiros de partido”, numa alusão ao “silenciamento de Assis” que denunciou ao almoço. Os dois gritaram várias vezes do palco: “O povo não esquece, que a culpa é do PS“.

Rio lembrou que a descida de Santa Catarina e a gente que estava no comício é a “melhor sondagem” que o PSD pode ter. Lembrou também que o Porto é a sua terra, de Paulo Rangel, mas também de Sá Carneiro. O presidente do PSD, sempre pronto para uma piada, não deixou de fazê-lo quando a jota começou a cantar: “Rio vai em frente, tens aqui a tua gente”. O líder social-democrata — lembrando o falhanço de Pedro Marques quando tentou que a audiência cantasse “Costa avança, com toda a confiança” — brincou com isso: “Também pode ser ‘Rio avança, com toda a confiança“. Os sorrisos foram gerais.

O melhor eurodeputado português? José Manuel Fernandes

Quando estava a atacar o número três da lista do PS, Pedro Silva Pereira (que não apareceu na campanha, segundo o PSD, por ser ex-ministro de Sócrates), e com Rangel na sala, Rio disse que José Manuel Fernandes, o número três do PSD, “é o melhor eurodeputado português”. E voltando a Silva Pereira, acrescentou que “se fosse a ele, também andava escondido porque era membro de um governo que teve um primeiro-ministro que levou Portugal à bancarrota.”

Já Paulo Rangel voltou a pedir aos militantes que mostrem a António Costa que ele “não é capaz de ganhar eleições nacionais em Portugal” e voltou a acusá-lo de fazer do PS um partido unipessoal, através de “uma funalização, plebiscito à moda napoleónica e cesarista.”

O cabeça de lista do PSD disse ainda que a candidatura do PSD, ao contrário da do PS, não é “um projeto de poder”, mas um “projeto de serviço”. E acrescentou: “Não estamos a trabalhar para o partido, não estamos a trabalhar para o projeto pessoal, para o prestígio europeu de António Costa”. A frase mais forte foi mesmo dizer que o PSD não trabalha para para a “ocupação molecular do poder”, nem para  “controlo da comunicação social”, nem para “o controlo dos próprios companheiros de partido”, sugerindo que o PS faz tudo isso.

Por fim, voltou a apelar ao voto, num registo que o próprio definiu como “um pouco paternalista“. Pediu às pessoas para irem “votar cedo”, para depois poderem “libertar o dia para descansar”. Rangel não quer “que ninguém fique em casa” e acredita que se os militantes levarem “os amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e aqueles com quem interagem nas redes sociais, não tenham dúvidas, o PSD vai ganhar.”

Assim foram as últimas balas do PSD, que ainda terá uma caravana pelo Porto e quinze minutos de campanha entre as 23h45 e as 00h00, na Casa da Música. Resta esperar pelo resultado das eleições e passar o dia de reflexão. Mas, afinal, o que vai fazer o candidato no dia de reflexão? O candidato contou ao Observador.

Arranjar o telemóvel, ginásio e fazer companhia ao cão

Sobre este sábado, dia de reflexão, Paulo Rangel faz a lista de prioridades. “Vou reparar o meu telemóvel, que está com problemas”. O cabeça de lista do PSD vai passar o dia a “descansar um pouco”, fazer “alguma companhia” ao seu cão (o Tocquy, em homenagem a Tocqueville), com quem está “sempre muito pouco tempo”. Depois de duas semanas com dias “muito cheios”, Rangel admite ainda que vai cuidar do físico, ou pelo menos tentar: “Provavelmente irei ao ginásio, que também já não vou há uns meses”. No fim, será “um sábado não muito ocupado”, até porque é preciso recarregar baterias para a noite eleitoral, “antes de voltar para Bruxelas”, conta o candidato ao Observador.

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.

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