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Hospital de Vila Franca de Xira. Bloco quer ouvir ministra da Saúde no Parlamento

O Bloco de Esquerda pediu que Marta Temido vá à Assembleia da República explicar as irregularidades detetadas no Hospital de Vila Franca de Xira. Requerimento tem caráter de urgência.

Irregularidades foram detetados pela ERS no ano passado

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Bloco de Esquerda requereu que a ministra da Saúde, Marta Temido, se apresente na Assembleia da República na sequência dos casos de doentes internados em refeitórios e casas de banho no Hospital de Vila Franca de Xira. A notícia está a ser avançada pelo Jornal de Notícias. “Perante toda esta inaceitável situação (…), o Bloco de Esquerda considera que o Governo deve dizer já que não estará disponível para nenhum tipo de prorrogação, renovação ou lançamento de concurso para novas PPP em Vila Franca de Xira”, pode ler-se no requerimento.

A exigência do Bloco de Esquerda surge depois de a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ter detetado casos de pacientes que ficaram internados em espaços inadequados desde há pelo menos quatro anos. “A utilização dos refeitórios para internamento de utentes não é uma medida excecional e não tem qualquer relação com o aumento de procura dos serviços do hospital”, condenou o regulador depois de ter analisado as reclamações dos pacientes.

Agora, o Bloco quer que a ministra da Saúde explique a gestão que o Grupo Mello Saúde, responsável pelo hospital, explique o que está a acontecer em Vila Franca de Xira: “A ação inspetiva que ocorreu no dia 12 de abril de 2018 encontrou internados 21 doentes no refeitório. Embora a gestão do Grupo Mello Saúde tenha argumentado que a solução agora exposta fizesse parte do plano de contingência, a ERS afirma que a prática não é exceção, mas sim uma prática corrente durante quatro anos”, argumenta o partido.

O Bloco também acrescenta que quer ouvir a ministra o mais cedo possível, já que “o Ministério da Saúde tem até sexta-feira para comunicar à entidade gestora se pretende a renovação do contrato que termina a 31 de maio de 2021”. “Este é mais um caso que se junta a outros recentemente conhecidos — como o da manipulação de indicadores, falseamento de triagens e falsificação de fichas clínicas na PPP de Cascais ou a acumulação de cargos em clara promiscuidade público-privado na PPP de Loures — que mostram que a gestão do SNS não deve ser entregue a quem coloca em primeiro lugar o interesse dos acionistas”, condena o partido.

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