Rádio Observador

PCP

Jerónimo de Sousa acusa PS de querer retomar convergência com PSD e CDS

O secretário-geral do PCP acusou o PS de, criadas as condições, "querer retomar as políticas" de convergência com o PSD e o CDS, "transferindo para o povo qualquer dificuldade ou crise que surja".

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou esta sexta-feira o PS de, criadas as condições, “querer retomar as políticas” de convergência com o PSD e o CDS, “transferindo para o povo qualquer dificuldade ou crise que surja”.

No Porto, numa intervenção no âmbito da apresentação da primeira candidata da CDU por este círculo eleitoral às legislativas, Diana Ferreira, o líder comunista alertou para a necessidade de ser “conseguido um resultado nas eleições de 06 de outubro” que “não faça voltar para trás o que foi conseguido nesta legislatura”.

“A operação de chantagem, com a ameaça de demissão do Governo neste final da legislatura, confirma que o PS, tal como o PSD e o CDS, não hesitará, criadas as condições e mudadas as circunstâncias, em retomar a sua política de sempre de transferência para as costas do povo de toda e qualquer dificuldade ou crise que surja”, considerou Jerónimo de Sousa.

Perante uma plateia com cerca de 200 pessoas, o secretário-geral do Partido Comunista considerou ainda que a ameaça de demissão feita pelo primeiro-ministro, o socialista António Costa, no âmbito da votação do descongelamento da carreira dos professores, deixou à vista outros riscos, “mantendo a colagem à direita”.

“É uma iniciativa que mostra também, por antecipação, que não será pela mão do PS que este caminho de avanços na defesa de reposição e conquista de direitos prosseguirá, tal como é evidente que se o PS tiver as mãos completamente livres, o que foi alcançado corre sério risco de voltar para trás, da mesma forma que andaria com o PSD e o CDS, se reunissem condições para tal”, disse Jerónimo de Sousa.

Afirmando estarem “confiantes num bom resultado” nas próximas eleições legislativas em nome do que “foi conseguido nos últimos quatro anos”, o secretário-geral frisou que “não há vencedores antecipados por muito que alguns o reclamem”.

Nunca mencionando ao longo da sua intervenção o acordo à esquerda que permitiu a aprovação de quatro Orçamentos do Estado, Jerónimo de Sousa salientou que esta “legislatura mostra o quão falso é pensar-se que as eleições são para eleger um primeiro-ministro”.

A deputada Diana Ferreira, que lidera a lista da CDU no círculo eleitoral do Porto, elencou os “ganhos conseguidos” pela coligação na legislatura, mas, aqui chegados, pediu mais, nomeadamente o “aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros” e a “melhoria dos serviços públicos”, para que “respondam às necessidades das populações”.

Em 03 de maio, o primeiro-ministro disse ter comunicado ao Presidente da República que o Governo se iria demitir caso a contabilização total do tempo de serviço dos professores fosse aprovada em votação final global.

Sete dias depois, António Costa afastou o cenário da ameaça de demissão do Governo, considerando que constituiu uma vitória da responsabilidade a reprovação do diploma que pretendia contabilizar a totalidade do tempo de serviço dos professores.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política

Portugal: um país anestesiado

José Pinto

A um país anestesiado basta acenar com o Simplex, versão revisitada. Ninguém vai questionar. A anestesia é de efeito prolongado. O problema é se o país entra em coma.

Política

Bem-vindo Donald Trump, António Costa merece!

Gabriel Mithá Ribeiro

A direita em Portugal, e o PSD muito em particular, nunca foram capazes de afirmar um discurso sociológico autónomo. CDS-PP e PSD insistem em nem sequer o tentar, mesmo quando se aproximam eleições.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)