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Setor de produtos para a casa prevê crescer 3,8% na faturação em 2019

Os dados dos quatro primeiros meses apontam para que se consiga uma evolução de 3,8% no volume de negócios, de 2018 para 2019.

As cerca de 7.500 empresas do setor, a grande maioria PME, são responsáveis por cerca de 60 mil postos de trabalho

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  • Agência Lusa

A fileira que agrupa mobiliário, têxteis-lar, iluminação e utilidades domésticas prevê crescer a faturação em 3,8%, este ano, depois de ter ultrapassado 3,4 mil milhões de euros em 2018, segundo uma associação do setor.

Em declarações à Lusa, na semana em que decorre a feira ‘Portugal Home Week’, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), Gualter Morgado, sublinha que ainda é prematura uma análise por só ter passado metade do ano, mas os dados dos quatro primeiros meses apontam para que se consiga uma evolução de 3,8% no volume de negócios, de 2018 para 2019.

Gualter Morgado alerta que, para as contas finais, há que ter em conta alguns condicionamentos que poderão ter um impacto positivo ou negativo.

O secretário-geral da APIMA destaca que, neste momento, alguns mercados relevantes para a economia portuguesa enfrentam algum impasse ou instabilidade.

“Há o caso do Reino Unido com a questão do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] que afeta o desenvolvimento normal das exportações, assim como outros mercados, como o americano, que têm adotado algumas medidas de restrição, também podem condicionar”, explica.

Ainda assim, realça que esta é uma fileira “com uma relevância muito grande no panorama económico nacional” e lembra que, no ano passado, o setor, com a faturação a crescer 5%, representou 4,3% do total das exportações nacionais.Nesta fase, 187 países recebem a produção nacional.

Segundo a mesma fonte, as cerca de 7.500 empresas do setor, a grande maioria PME, são responsáveis por cerca de 60 mil postos de trabalho.

Sobre a realização do ‘Portugal Home Week’, o secretário-geral da APIMA refere que ao longo da semana há oportunidade de dar visibilidade no mercado nacional e mostrar aquilo que as empresas são capazes de fazer.

E destaca que, na quarta-feira e na quinta-feira, decorrem as duas iniciativas mais visíveis do evento, o ‘Home Summit’ e o ‘Home Show’.

No ‘Home Summit’ vão participar oradores nacionais e internacionais para debater temáticas pertinentes e atuais sobre a fileira de casa, sendo que já contam com cerca de 500 inscrições.

O ‘Home Show’ será uma pequena mostra dos produtos na qual participam cerca de 50 empresas expositoras. Nos dois dias de exposição prevê-se que cerca de mil visitantes nacionais e internacionais passem pelo ‘Home Show’, sendo que entre 30% e 40% serão profissionais internacionais do setor.

Gualter Morgado detalha que os visitantes estrangeiros são de 35 países, mas com maior concentração do mercado espanhol pela proximidade.

O responsável afirma que também estarão presentes visitantes de origens tão diversificadas como Austrália, África do Sul, Brasil, China, Indonésia, Singapura ou Estados Unidos.

A presença de profissionais internacionais vai ajudar a alargar e diversificar a base de mercados para onde a fileira já exporta e o secretário-geral da APIMA salienta que atualmente há uma concentração grande das exportações para Espanha e França onde as empresas portuguesas assumem a liderança enquanto fornecedores preferenciais.

Mas o objetivo é alargar mais esta base no mercado europeu para destinos como a Alemanha, Polónia, Hungria ou Grécia, mercados que são de nicho e de valor acrescentado para as empresas.

Apesar desta tendência de crescimento no setor, a APIMA alerta para alguns constrangimentos que poderão ser um travão neste cenário porque, nas palavras de Gualter Morgado, a fileira está a atingir o pleno emprego.

“Neste momento, o setor tem dificuldade em recrutar recursos humanos para engrossar as suas fileiras e continuar esta senda de crescimento”, diz.

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