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Turismo

Principais indicadores do turismo em Portugal aceleram em junho

Em junho, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da Madeira. No mesmo mês, os proveitos totais da hotelaria em Portugal subiram 11,8% para 466,0 milhões de euros.

O INE destaca os crescimentos apresentados pelo Alentejo (+13,3%), Açores (+12,1%), Norte (+11,7%) e Centro (+11,4%)

Tiago Petinga/LUSA

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  • Agência Lusa

Os principais indicadores da atividade turística aceleraram em junho, impulsionados pelos mercados interno e externo, com os hóspedes a aumentarem 9,7%, as dormidas a subirem 5,6% e as receitas a crescerem 11,8%, divulgou nesta quarta-feira o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “em junho de 2019 o setor do alojamento turístico registou 2,7 milhões de hóspedes, que proporcionaram 7,1 milhões de dormidas”, refletindo-se em crescimentos de 9,7% e 5,6%, respetivamente (+7,0% e +3,1% em maio, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes cresceram 11,6% (+9,1% em maio) e as de não residentes aumentaram 3,2% (+1,2% no mês anterior), totalizando 2,1 milhões e 5,0 milhões de dormidas, respetivamente, o que traduz um peso de 70,0% dos mercados externos.

Em junho de 2019, os proveitos totais da hotelaria em Portugal subiram 11,8% (+4,7% em maio), para 466,0 milhões de euros, e os proveitos de aposento progrediram 12,1% (+4,3% no mês precedente) para 351,6 milhões de euros.

No acumulado do primeiro semestre de 2019, registou-se uma subida de 7,6% nos hóspedes (para 12,2 milhões) e de 4,7% nas dormidas (para 30,5 milhões), com contributos positivos, quer dos residentes (+8,9%), quer dos não residentes (+3%).

Até junho, os proveitos totais subiram 7,6%, somando 1.781,9 milhões de euros, e os proveitos de aposento aumentaram 7,3% para 1.307,7 milhões de euros.

No que se refere à estada média no mês de junho (2,63 noites) reduziu-se 3,7% (descendo 1,7% nos residentes e 3,9% nos não residentes) e a taxa líquida de ocupação (55,5%) aumentou 0,1 pontos percentuais (face ao recuo de 0,8 pontos percentuais em maio).

Quanto ao rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), situou-se em 62,5 euros (+6,5%) em junho e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) ascendeu a 96,8 euros (+6,2%).

No mês em análise, os 16 principais mercados emissores representaram 86,9% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico, sinaliza o INE, destacando o comportamento do mercado norte-americano, que “foi o quinto principal mercado em junho (peso de 6,3% do total das dormidas de não residentes), tendo registado um aumento expressivo de 25,1% neste mês” e uma subida acumulada no primeiro semestre do ano de 21,2%.

Em junho, o instituto estatístico salienta também os aumentos nos mercados brasileiro (+17,7%) e canadiano (+17,5%) e, no acumulado desde janeiro, os crescimentos registados pelos mercados canadiano e chinês (+15,9% em ambos). Quanto ao mercado britânico (com 21,9% do total das dormidas de não residentes em junho) recuou 1,3% neste mês, após sete meses consecutivos a crescer, e aumentou 1,6% no conjunto dos seis primeiros meses do ano. Já os hóspedes alemães (12,0% do total) diminuíram 3,7% em junho e 6,8% desde o início do ano e o mercado francês (com 9,0% do total) recuou 5,6% (menos 3,0% desde o início do ano). O mercado espanhol (8,1% do total) cresceu 9,3% em junho e 8,6% no acumulado desde janeiro.

Em junho, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da Madeira (que baixou 3,4%).

O INE destaca os crescimentos apresentados pelo Alentejo (+13,3%), Açores (+12,1%), Norte (+11,7%) e Centro (+11,4%), tendo o Algarve concentrado 34,1% das dormidas registadas no país neste mês, seguido da Área Metropolitana de Lisboa (quota de 24,2%).

Nos primeiros seis meses de 2019, as dormidas na hotelaria (83,6% do total) registaram um aumento de 2,9%, inferior aos demais segmentos: subidas 15,8% no alojamento local (quota de 14,0%) e 9,2% no turismo no espaço rural e de habitação (que representou 2,4% do total).

Os ‘hostels’ registaram um aumento de 27,8% nas dormidas no primeiro semestre, tendo representado 23,3% das dormidas em alojamento local e 3,3% das dormidas totais neste período.

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