Rádio Observador

Saúde

Urgência da Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra encerra dois dias por falta de obstetras

1.617

Entre as 21h de segunda-feira e as 09h de terça-feira, e o dia 31, a urgência da Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, estará fechada. Cidadãos terão que recorrer à Maternidade Dr. Daniel de Matos.

Fonte do CHUC adiantou ainda que estão a ser desenvolvidos esforços para que a urgência da Maternidade Bissaya Barreto não encerre no dia 31 de agosto

PAULO NOVAIS/LUSA

A falta de obstetras vai levar ao encerramento da urgência da Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, durante dois dias da próxima semana, denunciou esta sexta-feira a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SRCOM revela que existe uma “preocupante falta de obstetras na zona Centro do país, claramente insuficientes para dar resposta adequada às necessidades dos cidadãos”.

Entre as 21h00 de segunda-feira e as 09h00 de terça-feira, e durante todo o dia 31, a urgência da Maternidade Bissaya Barreto vai estar encerrada, obrigando os cidadãos a recorrerem à Maternidade Dr. Daniel de Matos, diz a Ordem.

Além da falta de recursos humanos, a SRCOM denuncia também a incorreta dotação de obstetras das duas maternidades de Coimbra.

“As respetivas unidades estão a funcionar muitas vezes no limite, bastando haver uma baixa de um médico para colocar em causa todo o funcionamento do serviço”, refere o comunicado.

Citado na nota, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, considera que “as graves carências de obstetras são inaceitáveis”, porque ano após ano existe uma “total desconsideração na atribuição de vagas para obstetrícia com consequências inevitáveis no bom funcionamento dos serviços”.

“O Ministério da Saúde tem de parar de considerar, erradamente, as duas maternidades de Coimbra como uma só e tem de fazer uma dotação de obstetras em conformidade. Encerrar uma delas não poderá nunca ser uma solução, porque não haveria capacidade de resposta”, salienta.

Carlos Cortes reitera ainda o seu total apoio e consideração pelos médicos em serviço, que “têm feito um enorme esforço, a trabalhar muitas vezes no limite das suas capacidades, para manterem a resposta sem prejudicarem os cidadãos”.

A SRCOM alerta para a necessidade de o Ministério da Saúde resolver com a máxima urgência esta situação, que se tem agravado ano após ano apesar dos inúmeros alertas da Ordem dos Médicos.

Fonte do gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) disse à agência Lusa que “a função urgência obstétrica está garantida”, mas que, “por razões circunstanciais, no período da noite do próximo dia 26 de agosto, o serviço de obstetrícia B, que funciona na Maternidade Bissaya Barreto, conta com menos um obstetra”.

“Por esse facto, o CHUC, tendo sempre por princípio o atendimento às utentes com toda a segurança, tomou medidas cautelares no sentido de reorientar a eventual procura externa, nesse período, para o seu serviço de obstetrícia A que funciona na Maternidade Daniel de Matos”, adiantou.

As duas maternidades de Coimbra integram o CHUC, que garante um atendimento “com a mesma qualidade e segurança” em qualquer uma das unidades de obstetrícia.

Fonte do CHUC adiantou ainda que estão a ser desenvolvidos esforços para que a urgência da Maternidade Bissaya Barreto não encerre no dia 31 de agosto.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)