A derrota da equipa de futebol do Sporting em Alverca, que afastou os leões da Taça de Portugal frente a um clube do Campeonato Nacional de Seniores, acabou por trazer contestação, ânimos exaltados no exterior do recinto (com algumas agressões à mistura, neste caso entre adeptos dos dois conjuntos) e uma espera com cerca de 20/30 adeptos em Alvalade na chegada do autocarro que transportou os jogadores. No entanto, e comparando com um passado recente, nem esse desaire trouxe mais ou menos do que já se tinha visto noutras ocasiões, fosse em jogos ou Assembleias Gerais. Ao contrário do que se passou esta noite no Pavilhão João Rocha.

Já depois de ter estado representada nos jogos de hóquei em patins (Lodi, 4-2) e de voleibol (Sp. Caldas, 3-0) com poucos elementos, a claque Juventude Leonina marcou presença em peso no encontro do futsal dos verde e brancos com os Leões de Porto Salvo (6-1) e, na segunda parte sobretudo, voltou a “atacar” em força a liderança de Frederico Varandas, numa primeira instância com as restantes claques e outros presentes a acompanharem também os cânticos que pediam a demissão do presidente leonino e depois com uma invasão (pacífica) da central por parte dos elementos que estavam no topo para estarem mais perto e de frente para a tribuna.

Aliás, com o avolumar do resultado num encontro que foi complicado para a equipa de Nuno Dias sobretudo na primeira parte, os adeptos presentes no Pavilhão João Rocha desligaram cada vez mais do jogo e concentraram olhos naquilo que se estava a passar na bancada central, onde durante vários minutos foram entoados cânticos contra o atual líder do Sporting que aumentaram quando Varandas se levantou para aplaudir a equipa por mais um sucesso no Campeonato depois da presença na primeira fase da UEFA Futsal Cup – e que nesse momento não se resumia apenas à Juventude Leonina nem a membros das claques, onde tudo teve início.

No final também, mas já no exterior do recinto, algumas pessoas concentraram-se ainda numa zona com acesso visual ao parque de estacionamento e ao mural dos adeptos que contribuíram para a Missão Pavilhão à espera da saída do líder verde e branco, algo que acabou por não durar muito tempo face à intervenção da polícia que, de forma pacífica, criou um perímetro de segurança junto à rampa de acesso ao Pavilhão para que o carro que transportava Frederico Varandas saísse escoltado por uma viatura da PSP que estava à espera na Rotunda, numa medida de segurança tomada para evitar qualquer tipo de problema à semelhança do que tinha acontecido na passada quinta-feira após o jogo com o Alverca, em que foi também montado um perímetro de segurança junto à zona da garagem por onde iam saindo os carros dos jogadores da equipa de futebol.

De acordo com informações recolhidas pelo Observador, e mesmo depois da derrota frente ao Alverca do futebol na Taça de Portugal, Frederico Varandas nunca colocou em causa a possibilidade de não continuar como presidente do Sporting, considerando que a contestação se cinge a uma claque que não gostou do final do protocolo que havia com o clube e também a associados que continuam a ser “fiéis” ao anterior líder, Bruno de Carvalho. Ainda assim, os responsáveis acabaram por ser apanhados de surpresa com o que se passou esta noite no futsal, quando nada apontava para que existisse uma onda de contestação como aquela que se levantou ainda para mais com uma segunda parte onde o Sporting conseguiu chegar à goleada frente aos Leões de Porto Salvo.

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