As costuras 3D não são um processo novo na produção de tecidos, uma vez que já existem em algum calçado destinado à competição. Nesse caso, o objectivo era evitar as tradicionais costuras, o que em sapatilhas muito leves e finas podia levar à não distribuição correcta dos esforços e a magoar o pé dos atletas nas zonas de maior tensão. Mas uma vez aplicada aos assentos dos automóveis, esta tecnologia abre um mundo de possibilidades.

Desenvolvida pela Ford, esta solução 3D permite que o revestimento do assento passe a ser realizado de forma contínua e numa peça só. Além disso, torna possível passar a utilizar tecidos condutores, que permitam instalar sensores capazes de medir os sinais vitais dos ocupantes, determinando como estão em matéria de saúde.

Outra possibilidade para estes teares 3D é recorrer a estes mesmos tecidos com fibras condutoras para tabliers, painéis de porta e consola, para depois poder recarregar os telemóveis, permitir o controlo de dispositivos como vidros eléctricos e fechos centralizados.

Para a responsável de Design Interior da Ford, Anais Castinel, “o tecido 3D abre intrigantes possibilidades e força os limites do design, visando tornar as viagens mais confortáveis e convenientes para condutor e passageiros”. Permite igualmente, garante, a utilização de novos tipos de matérias para o revestimento dos habitáculo, até mesmo materiais reciclados.