O novo ano começa com boas notícias no setor automóvel: o segmento dos carros elétricos está em plena expansão e os consumidores têm cada vez maior apetência por este tipo de solução, o que significa que nos próximos anos haverá uma redução significativa de fontes de emissão de gases com efeito de estufa. É esta uma das principais ideias defendidas por Gilles Normand, Diretor dos Veículos Elétricos do grupo Renault. “Os primeiros utilizadores de elétricos procuravam uma nova tecnologia que lhe permitisse poupar em impostos, ou então tinham especial sensibilidade para questões ecológicas, mas agora estamos a chegar também ao consumidor racional”, aquele que procura maximizar a utilidade do que compra, explicou Gilles Normand, em entrevista a Alfredo Lavrador, editor da secção Auto do Observador.

A entrevista pode ser vista na íntegra no vídeo que se encontra nesta página e surge no contexto da parceria Compromisso para a Mudança 2020, que a Renault e o Observador têm em curso neste novo ano que se inagura este mês de Janeiro. Trata-se de um megaprojeto a pensar no meio ambiente e que será desenvolvido ao longo do novo ano, com as duas marcas a assumirem compromissos concretos que vão contribuir para um mundo sustentável e para atitudes mais responsáveis do ponto de vista ecológico.

De acordo com o gestor do grupo francês, os consumidores que deixam de conduzir carros com motores de combustão interna (poluentes) e optam por carros eléctricos (com zero emissões de gases com efeito de estufa) entendem bem o alcance da mudança e não voltam atrás. “Quem escolhe um carro eléctrico já não volta a mudar”, sublinhou. “As pessoas entendem: são automóveis com zero emissões, sem oscilações e sem ruído, com uma condução suave e agradável, com paz de espírito no interior do automóvel.”

De resto, acrescentou Gilles Normand, é de esperar que nos próximos dois anos e meio os elétricos consigam ser tão competitivos em termos de preço quanto os carros a combustível. A tecnologia conhecerá grandes desenvolvimentos a curto prazo, tendo em conta o rápido ritmo de evolução só nos últimos sete anos – desde 2012, quando a Renault lançou o primeiro elétrico, o Zoe. “Vamos trabalhar seriamente para reduzir o custo unitário”, assegurou, fazendo também notar que a Renault mantém a meta de aumentar de quatro para oito o número de modelos de carros elétricos até 2022.

O Zoe de hoje

A entrevista foi gravada há dias em Lisboa com o novo Renault Zoe como imagem de fundo. O Zoe figura desde o início entre os elétricos mais vendidos em Portugal e na Europa — foi a marca número um em 2019 no segmento dos elétricos. A versão renovada, que agora chega ao nosso país, tem como principal novidade uma autonomia de 395 quilómetros em ciclo WLTP (Worldwide Harmonised Light Vehicle Test Procedure), o que dispensa cargas diárias e permite percorrer longas distâncias sem paragens. Além disso, é uma máquina mais possante, com 135 cavalos (100 kW), o que representa uma evolução assinalável face aos 110 cavalos (80kW) da versão anterior.

Nos próximos anos, especialmente entre a população jovem urbana a aquisição de um automóvel deverá tornar-se menos comum, em favor da partilha e do aluguer temporário, mas a mobilidade sobre quatro rodas tem tendência a aumentar, apontou Gilles Normand. Descubra no vídeo as novidades que a Renault traz em 2020.

Este artigo integra o projecto desenvolvido em parceria com a Renault que visa a promoção da mobilidade sustentável. 

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