A economia europeia e várias economias mundiais deverão sofrer bem mais do que o Fundo Monetário Internacional esperava há apenas dois meses, quando a generalidade dos estados já aplicava medidas de confinamento. Os dados publicados esta quarta-feira, na atualização do World Economic Outlook, ainda não têm novos números para Portugal mas, tendo em conta que os principais destinos das exportações portuguesas estão a ser alvo de fortes revisões, parece agora mais difícil que o FMI mantenha a previsão de 8% feita em abril.

O fundo monetário explica que “a pandemia de Covid-19 tem tido um impacto mais negativo na atividade no primeiro semestre do ano do que o esperado”, avisando ainda que a recuperação projetada deverá ser “mais gradual do que as anteriores previsões” antecipavam.

A zona Euro deverá ter uma queda do PIB de dois dígitos em 2020, menos 10,2% do que no ano anterior, o que representa uma retificação de 2,7 pontos percentuais (p.p.) — em meados de abril, o fundo previa uma quebra de 7,5%.

Só que os números — envoltos em grande incerteza, como sublinha o FMI — são potencialmente ainda mais problemáticos para as contas nacionais, tendo em conta que algumas das maiores revisões são feitas precisamente para os dois países que mais bens e serviços compram às empresas portuguesas.

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