O presidente da idD Defense Portugal criticou, esta quarta-feira, indiretamente a anterior administração do Arsenal do Alfeite ao lembrar que a empresa “acumulou seis milhões de euros de prejuízo nos últimos dois anos e meio”.

Numa audição na comissão parlamentar de Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira defendeu que a nova administração, escolhida esta semana, que elogiou, deve “inverter esse curso” e criticou o anterior elenco por alegadamente se conformar com as dificuldades.

Nos últimos dois anos e meio, “o Arsenal do Alfeite acumulou qualquer coisa como seis milhões de euros de prejuízo” e “essa situação não é sustentável”, afirmou o Marco Capitão Ferreira, representante do Estado na OGMA, mas também presidente da idD Defense Portugal, detentora das participações do Estado no setor da Defesa, como o Arsenal e a empresa de aeronáutica.

O Arsenal do Alfeite “tem funcionado deficitariamente do ponto de vista de recursos e tem apresentado resultados negativos”, assinalou ainda.

Um dia depois de terem sido ouvidos os dois ex-administradores do Arsenal, almirante Garcia Belo, Maria Isabel Leitão, que criticaram as dificuldades de gestão por se tratar de uma “empresa pública reclassificada” que “está sujeita a todas as regras de uma direção-geral”, Marco Ferreira contrariou a ideia.

Uma “entidade pública reclassificada” tem as suas restrições, mas isso “transforma-a numa direção-geral”, questionou, a que deu logo resposta: “Não.”

“Não basta fazer uma longa lista das restrições e das impossibilidades e depois ficarmos a olhar para elas”, comentou.

Marco Capitão Ferreira sublinhou ainda que uma das missões da nova administração é ter uma escola “do século XXI” no Arsenal e não uma escola “dos anos 80”, como existia.

Outra das atribuições da nova administração é adotar um “plano de investimento”, estando ainda previsto um programa de “medidas imediatas”.