A câmara de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, decidiu esta terça-feira lançar um concurso, no valor de 365 mil euros, para reabilitar dois edifícios de habitação destinados a residências universitárias.

As duas empreitadas vão decorrer durante um ano, de acordo com as propostas do procedimento aprovadas pela maioria socialista, com a abstenção de dois vereadores do PSD e o voto favorável de um terceiro vereador do PSD.

A autarquia candidatou-se ao Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020).

Os edifícios situam-se na Rua Trás do Açougue e na Travessa Luís Cardoso e vão ser sujeitos a obras de reabilitação, que vão contribuir também para revitalizar o centro histórico da cidade de Torres Vedras e contribuir para o rejuvenescimento da população residente.

Neste ano letivo, 150 alunos frequentam cursos promovidos pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPL) nas instalações do LabCenter, em Torres Vedras.

O polo universitário foi criado no ano letivo 2017/2018 na sequência de uma parceria estabelecida entre o município e o IPL e permitiu trazer o ensino superior público para Torres Vedras, cidade onde até 2017 só existia uma instituição privada de ensino superior.

Com o projeto, a autarquia pretende fixar jovens no território e dinamizar o centro histórico, onde existem diversos espaços comerciais desocupados ou devolutos, e responder às necessidades de emprego e de qualificação das 10 mil empresas do concelho.

Em junho de 2019, o município e a Universidade de Lisboa estabeleceram também uma parceria para criar um campus universitário ligado à investigação em medicina e ciências biomédicas no antigo Hospital do Barro, na periferia da cidade.

Com o Campus Universitário da Saúde, o município quer dar solução para aquelas instalações, aumentar a oferta de ensino superior público no concelho e criar na cidade um “cluster da saúde”, tendo em conta que, além da unidade de Torres Vedras do CHO, existem outras duas clínicas privadas na cidade.

A parceria vem tornar possível a “criação de um equipamento dedicado à prestação de cuidados assistenciais, à formação de profissionais de saúde, ao ensino e à investigação em medicina e outras ciências biomédicas”, de acordo com o protocolo, a que a Lusa teve acesso.

O município compromete-se a encontrar fontes de financiamento e a reabilitar todo o edifício, para o qual não tem ainda qualquer estimativa de custos.

A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa vai criar condições para ter um campus “vocacionado para o ensino, atividades assistenciais e investigação de índole multidisciplinar, ao nível dos cuidados primários e de reabilitação”, encontrar parceiros para o consórcio e encontrar fontes de financiamento para a implementação do projeto.