A Juventude Popular (JP), estrutura que representa os jovens do CDS-PP, instou esta terça-feira o Governo a agilizar as orientações decorrentes da Covid-19 para o ensino superior, advertindo que o arranque do ano letivo pode “correr muito mal”.

Francisco Mota reuniu-se esta terça-feira, juntamente com a deputada Ana Rita Bessa, com representantes de várias associações académicas e, em declarações à agência Lusa, apontou que existiu até agora “falta de coordenação e comunicação” entre o Governo e as instituições de ensino superior.

O líder da JP denunciou a “demora da Direção-Geral da Saúde para transmitir as normas e orientações” sobre como decorrerão as aulas nas universidades e politécnicos e disse temer que o início do ano letivo “corra muito mal”.

Já vamos com muito atraso”, insistiu, pedindo “definição, coordenação e comunicação eficaz para que o ano letivo possa decorrer de forma o mais normal possível”.

O presidente da JP alertou igualmente para a questão das residências estudantis, e antecipou uma “redução do número de camas”, propondo a contratualização com os privados para resolver um problema de oferta de alojamento que já existia antes da pandemia.

Neste sentido, os jovens do CDS voltam a propor que o alojamento local possa ser uma opção, uma vez que o turismo está em queda, se existirem incentivos para a reconversão destas casas para o arrendamento estudantil.

A JP pede igualmente ao Governo um “aumento da dotação orçamental” das instituições de ensino superior, para que consigam contratar mais professores e prestar apoio aos alunos carenciados.

Francisco Mota insta ainda a tutela a “executar imediatamente” o acerto ao limiar de elegibilidade para as bolsas de estudo.