A Área Metropolitana de Lisboa (AML) quer criar uma plataforma com informações úteis e em tempo real sobre os transportes públicos da região, tendo já aprovado o lançamento de um concurso público, foi esta quarta-feira anunciado.

Estamos a preparar um sistema tecnológico que permita que a AML, mas também os passageiros, possam consultar em tempo real o ponto de situação dos transportes em cada freguesia, em cada local, em cada paragem, quais os horários e quanto tempo falta para o autocarro ou comboio chegar”, revelou à Lusa o primeiro-secretário da AML, Carlos Humberto.

O responsável falava depois de uma reunião do Conselho Metropolitano da AML, que tem funções como autoridade de transporte, na qual foi aprovado o lançamento de um concurso público para a criação do projeto.

Hoje demos mais um passo com o lançamento de mais um concurso para responder a uma parte deste grande objetivo que é termos informação em tempo real para a AML, para os operadores, para as empresas e também para os passageiros”, mencionou.

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Além disso, Carlos Humberto admitiu que em outubro já deve ser possível revelar a “constituição da empresa de transportes metropolitanos de Lisboa”, uma vez que a AML tem estado a trabalhar nos “aspetos financeiros, formais e legais”.

Segundo o concurso público internacional lançado em fevereiro deste ano, no valor de 1,2 mil milhões de euros, todos os autocarros na AML vão pertencer à marca única Carris Metropolitana até meados de 2021, adotando a cor amarela tradicional da empresa que até agora serve Lisboa.

Neste sentido, o primeiro-secretário mencionou também que “o mês de setembro é a data limite para a entrega de propostas dos concorrentes ao concurso público de transportes rodoviários na AML”.

Na reunião desta quinta-feira, foi ainda feito um ponto de situação sobre o estado dos transportes públicos, constatando-se que “neste momento a procura está à volta dos 56%”, indicou.

A oferta está à volta de 92% ou 93%, portanto, está acima dos 90% que tínhamos negociado e acordado com os operadores”, apontou.

Em junho, o Conselho Metropolitano decidiu repor a oferta nos 90%, sobretudo de autocarros, a partir de 1 de julho, na sequência da redução verificada desde meados de março, durante o confinamento provocado pela pandemia da Covid-19.

No entanto, já a pensar no fim das férias e pausas escolares, a AML considerou que os operadores de transporte devem preparar-se e “estarem em condições de se adaptar à procura, particularmente a partir de meados do mês de setembro”.

Na quarta-feira, em declarações à Lusa, Carlos Humberto já tinha adiantado que a oferta de transportes públicos na AML vai ser reposta a 100% a partir de setembro, defendendo também a necessidade do reforço do financiamento por parte do Governo.

Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.