O PCP prometeu esta terça-feira “travar uma batalha”, “já e agora”, para conseguir um reforço de verbas para a Cultura no Orçamento do Estado de 2021 e aproveitar as “expectativas” do plano de resposta à crise causada pela pandemia.

Uma “batalha” que “é preciso travar já e agora” no debate do orçamento para que o Governo cumpra os seus compromissos porque, argumentou Jerónimo de Sousa, secretário-geral dos comunistas, para quem, “como diz o povo, enxoval que não vá com a noiva, tarde ou nunca aparece”.

A promessa foi feita após quase duas horas de debate, na sede do partido do Centro Vitória, em Lisboa, com produtores, realizadores e outros técnicos de cinema para ouvir os seus problemas, e a quem disse que voltaria a falar tendo em conta que o Orçamento do Estado é apresentado dentro de menos de um mês, em outubro.

“Aí é como um embate”, descreveu, para não ficar a ideia de que todos estão “cheios de razão”, mas, “paciência”, nada foi aprovado.

E, admitiu, “ainda existem expectativas em relação ao Plano de Recuperação e Resiliência do Governo, com fundos europeus, para responder à crise causada pela pandemia de Covid-19.

Repetiu, aliás, o que já dissera no domingo, após a reunião do comité central que aprovou o nome de João Ferreira como candidato presidencial, de que é preciso saber “para quem e para onde” vão “os milhões” da Europa.

“Vêm milhares de milhões? Vêm, mas para onde?”, questionou o secretário-geral do PCP, insistindo no atual “quadro de dificuldades económicas e sociais” é necessário um “reforço dos serviços públicos, da dinamização de setores da cultura”.