O início do próximo ano marca a entrada em cena dos novos Dacia Logan, Sandero e Sandero Stepway. A marca romena do Grupo Renault mantém-se fiel à filosofia de “democratizar” o acesso a um veículo novo, o que lhe tem valido uma posição cada vez mais impactante nos rankings de vendas, e despede-se do diesel. Deixam de existir alternativas a gasóleo, com a marca a disponibilizar apenas opções a gasolina ou GPL, que abaixo pormenorizamos.

O novo Logan é isso mesmo: novo. Além de adoptar a nova plataforma modular CMF, cuja estrutura foi reforçada quer para alojar o motor (vias baixas, longarinas e berços novos) quer a nível do habitáculo, com ganhos em termos de resistência e rigidez, a carroçaria do quatro portas exibe uma estética mais moderna. O destaque vai para a assinatura luminosa em “Y” e para o que parece ser uma menor superfície envidraçada, pese embora o comprimento tenha aumentado em 3,6 cm. A distância entre eixos também aumentou, mas a marca não precisa quanto. Diz, isso sim, que o tejadilho está 1 centímetro mais baixo, o que juntamente com o pára-brisas mais inclinado resulta num perfil mais fluido e esguio.

A bagageira continua a ser um dos grandes trunfos do três volumes romeno que, com os seus 528 litros, deixa completamente para trás a concorrência, nomeadamente o Citroën C-Elysée (506 litros), o Skoda Scala (467) e o Hyundai Ioniq (456). Como se não bastasse a capacidade de transportar toda a “tralha” da família, o novo Logan facilita a operação de diferentes modos. Para começar, o limiar de carga foi rebaixado 19 milímetros. Depois, a tarefa de acomodar os pertences pode ser facilitada com quatro separadores que dividem a bagageira em função das necessidades e evitam as movimentações indesejadas de objectos lá atrás. Com a vantagem de este sistema, como é amovível, poder desaparecer sempre que seja mais útil explorar por completo o volume da mala. De resto, independentemente do nível de acabamento, destrancar e abrir a tampa da bagageira é algo que se pode fazer à distância, seja com o botão da chave ou através do cartão mãos livres.

No interior, fruto do anunciado aumento da distância entre eixos, a habitabilidade sai reforçada. Em concreto, avança a marca, “o raio ao nível dos joelhos dos passageiros traseiros aumentou 42 mm, tornando-se assim num dos maiores do mercado”.

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No capítulo da segurança, também há melhorias. De série, há que contar com limitador de velocidade e ESC, bem como regulador de velocidade com comandos ao volante (consoante o nível de acabamento). Mas passa igualmente a ser possível usufruir da travagem activa de emergência, alerta de ângulo morto, ajuda ao estacionamento e ao arranque em subida. Simultaneamente, a Dacia tratou de garantir a activação automática dos faróis LED e afirma que, em caso de colisão lateral, os airbags inflam mais prontamente, graças à inclusão de novos sensores de pressão de porta e um acelerómetro.

No domínio das mecânicas, só há tricilíndricos a gasolina com 1 litro de capacidade. A oferta arranca com SCe 65, motor atmosférico acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades. Depois surge o TCe 90, combinado com uma caixa manual de seis relações ou uma nova transmissão automática do tipo CVT que, segundo a marca, por ser mais leve e fazer uma melhor gestão do motor, permite baixar o consumo e as emissões de CO2 em 11%. A terceira opção também é sobrealimentada. Trata-se do TCe 100 ECO-G, um novo bloco com bicarburação GPL, exclusivamente associado à caixa manual de seis velocidades.