Uma diminuição nas consultas de saúde e nos exames levou a uma quebra de 35% nas faturas apresentadas à ADSE, o subsistema de saúda de trabalhadores e pensionistas do Estado. O menor pedido de comparticipação de despesas médicas irá provocar uma quebra no volume dos gastos deste ano e um saldo positivo superior ao registado no ano passado.

Numa entrevista ao Negócios e à Antena 1, a nova presidente da ADSE considera que “houve medo no recurso aos cuidados de saúde” devido à pandemia de Covid-19. Um cenário que se traduziu não só em menos consultas, como numa redução dos exames complementares de diagnóstico.

“Foi por aí que os nossos custos de facto abrandaram. Foi pelos piores motivos”, acrescenta Manuela Maria Faria, referindo que não tem dúvidas que este ano serão apresentadas menos faturas ao subsistema do que em 2019, o que irá resultar num saldo superior aos 50 milhões de euros do ano passado.

Ainda assim, a presidente da ADSE sublinha que se tem assistido uma aumento da despesa com a quimioterapia, a maior fatia de despesa do subsistema. Registou-se um aumento de 47% de 2018 para 2019 e este ano não deverá ser diferente.