Morreu Viola Smith, conhecida em tempos como a “baterista feminina mais rápida no mundo”. Aos 107 anos era considerada uma pioneira do sexo feminino na bateria, tendo aberto caminho para outras mulheres, num campo que até a altura era reservado aos homens.

Natural de uma vila no Winsconsin, começou a tocar bateria ainda na sua adolescência, quando o pai decidiu formar uma banda de apenas mulheres, Viola e as suas sete irmãs. A orquestra atuava então em teatros durante as férias de verão e alguns casamentos.

Segundo o The Guardian, em 1938, juntamente com uma das irmãs, Viola forma a sua própria banda The Croquettes, igualmente composta apenas por elementos do sexo feminino, e muda-se para Nova Iorque. É lá que começa a ter aulas com Billy Gladstone, o melhor baterista americano.

Deparada com a impossibilidade de tocar bateria e conduzir uma banda, convida Frances Carroll para tomar o seu lugar e assim nasce o seu projeto mais conhecido “Frances Carroll and The Croquettes”. 

Aclamada não só pelo seu talento, mas também pelas 12 peças que compunham o seu instrumento, Viola Smith chegou a acompanhar nomes como Ella Fitzgerald e Chick Webb. Já em 1949 atuou na segunda inauguração do 33º presidente americano, Harry Truman.

A 29 de novembro deste ano completaria 108 anos, não fossem as complicações provocadas pela Doença de Alzheimer, às quais não resistiu na passada quarta-feira, na sua casa em Costa Mesa, Califórnia.