Paddy Cosgrave espera que em 2021 estejam 70 mil pessoas em Lisboa para assistir à Web Summit e que outras 80 mil assistam e participem no evento de forma online. À Reuters, o fundador e presidente daquela que é a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia da Europa, referiu que o evento do próximo ano já “está reservado”.

“Penso que, em novembro (do próximo ano), a Web Summit vai decorrer com a presença física de pessoas e mal posso esperar por isso”, referiu, acrescentando que espera ter 70 mil participantes em Lisboa e outros 80 mil online, num evento de formato híbrido.

Devido à pandemia de Covid-19, a Web Summit vai decorrer exclusivamente online, numa plataforma própria, na qual o empreendedor irlandês está a contar receber cerca de 100 mil participantes. Segundo Cosgrave, existem alguns eventos internacionais interessados em usar a plataforma da Web Summit no próximo ano, que tem um custo de 6,2 milhões de euros.

A Web Summit decorre tradicionalmente em novembro, a edição deste ano acontece excecionalmente entre 2 e 4 de dezembro, de forma online. Vão passar pela plataforma online cerca de 800 oradores, como o fundador e presidente executivo do Zoom, Eric Yuan, a comissária europeia Margrethe Vestager a estrela do “Capitão América” Chris Evans, Mike Schroepfer, responsável pela tecnologia do Facebook, entre outros.

Em 2018, foi assinado um contrato de 10 anos com a CML e o Governo que implica um investimento público de 110 milhões de euros ao todo, o que perfaz 11 milhões de euros por ano. Na mesma apresentação foi revelado que a FIL teria de se comprometer com obras até 2022, para duplicar a capacidade das exposições e responder às ambições de crescimento da Web Summit.

Nesta quarta-feira, o CDS-PP questionou o primeiro-ministro se Portugal vai “financiar o evento virtual mais caro de sempre”, mantendo o investimento anual de 11 milhões de euros na Web Summit. Segundo o Eco, este pagamento do Estado à Web Summit manteve-se, apesar de a conferência realizar-se exclusivamente online.

Web Summit. CDS quer saber se Governo vai manter pagamento de 11 milhões de euros mesmo sendo online