Os trabalhadores da Lactogal vão estar em greve na segunda-feira em defesa de aumentos salariais, diuturnidades e subsídio de refeição e vão concentrar-se junto à fábrica de Modivas, Vila do Conde, foi esta sexta-feira anunciado. A greve foi convocada pelo Sindicato dos trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte (STIANOR) e vai decorrer em todas as unidades fabris, plataformas logísticas e delegações comerciais.

“Esta greve vai ter certamente grande impacto na produção, tal como aconteceu na que fizemos no verão, e na logística”, disse à agência Lusa o coordenador do STIANOR, José Correia, que também pertence aos quadros da empresa.

Os trabalhadores reivindicam “aumentos salariais dignos“, a reposição das diuturnidades e o pelo pagamento de subsídio de refeição a todos os trabalhadores. A empresa aplicou aumentos salariais de 1%, mas os trabalhadores exigem a aplicação dos aumentos de 30 e 35 euros que foram acordados no âmbito do Contrato Coletivo de Trabalho do setor, que foi publicado há cerca de dois meses.

José Correia explicou à Lusa que os trabalhadores na Lactogal não recebem subsídio de refeição porque podem almoçar ou jantar no refeitório da empresa, mas muitos deles não usufruem dessa possibilidade porque, tendo em conta a hora de início e fim dos turnos, optam por fazer a refeição em casa.

“Sendo assim os trabalhadores preferem receber subsídio de refeição”, disse o sindicalista.

Os turnos rotativos na Lactogal variam entre entrar às 21h00 e sair às 5h00, entrar às 5h00 e sair às 13h00 e entrar às 13h00 e sair às 21h00. Para assinalar o seu protesto, uma representação de trabalhadores vai concentrar-se na manhã de segunda-feira junto à fábrica da Lactogal de Modivas, Vila do Conde.

A Lactogal, que embala leite e produz leite achocolatado, iogurtes, queijo e manteiga, emprega cerca de 1.400 trabalhadores.