A Volkswagen prepara-se para cobrir todos os segmentos do mercado com veículos eléctricos alimentados por bateria. De acordo com o Automotive News Europe, que refere uma fonte interna do construtor, não identificada, a VW caminha a passos largos para criar uma versão eléctrica com as mesmas dimensões de todos os seus “irmãos” com motor a combustão.

A dificuldade em produzir veículos eléctricos de pequenas dimensões, mas interessantes em termos de autonomia, tem a ver com o custo elevado das baterias que, apesar da evolução verificada, continuam a ser a sua peça mais cara.

A VW começou por conceber o ID.3, um modelo do segmento C que venderá na Europa por valores a partir de 30.000€ (um pouco mais em Portugal), quando estiver disponível a versão com bateria de 48 kWh e 330 km entre recargas.

A plataforma MEB, que serve os ID.3 e ID.4, deverá gerar uma variante mais curta e mais estreita para dar origem aos ID.1 e ID.2

Complementou entretanto a oferta com o ID.4, um SUV maior e mais caro, que em Portugal já pode ser encomendado na versão First. Esta custa 46.260€ e conta com uma bateria de 77 kWh a alimentar o motor elétrico com 150 kW de potência (204 cv) no eixo traseiro, anunciando uma autonomia máxima de 520 km no ciclo WLTP.

O construtor alemão sente agora que está em condições de começar a pensar nas versões eléctricas dos modelos mais pequenos da gama, o ID.1 e o ID.2, que se assumem como as futuros up! e Polo, mas alimentados a bateria. Ao que tudo indica, a VW pensa conseguir utilizar a mesma plataforma MEB (ou uma evolução desta) dos restantes ID para criar o ID.2, que deverá ser mais estreito e mais curto quase 30 cm face ao ID.3.

Esta aceleração da Volkswagen rumo aos eléctricos mais pequenos irá dar origem a um ID.2 que visa ser proposto por valores a partir de 20.000€ em 2023, o que o distancia em cerca de 10.000€ do ID.3.

Dois anos depois deste utilitário, ou seja, em 2025, deverá ser introduzido o citadino ID.1, que a VW pensa ser possível comercializar por um preço acessível e competitivo face à concorrência, o que é uma evolução face ao e-up!, que o grupo alemão admitia ser deficitário para ser proposto por 20 mil euros.