A relação entre a Volvo e a Geely, construtor chinês propriedade de Li Shufu, começou em 2010, quando a Ford se queria desfazer das marcas europeias que possuía, nomeadamente a Volvo e a Aston Martin. A Geely adquiriu o construtor sueco e, desde então, tem feito o que a Ford nunca conseguiu, fazendo-o crescer sem lhe beliscar a personalidade ou a imagem.

As conversações entre suecos e chineses sobre a fusão dos dois construtores já deveriam ter chegado a bom porto. Mas como o CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, teve a oportunidade de explicar, a entrada da Geely no mercado de capitais de Xangai impediu quaisquer alterações na estrutura accionista do Zhejiang Geely Holding Group até ao primeiro trimestre de 2021, período em que finalmente a fusão terá lugar.

Além dos novos desenvolvimentos em relação ao futuro da empresa, Samuelsson revelou igualmente novidades quanto à estratégia da Volvo no que respeita às motorizações. No Car Summit, organizado pelo Financial Times, o CEO afirmou que a partir de 2030 não faz sentido que a Volvo continue a fabricar modelos com motores de combustão, mesmo que ao serviço de modelos híbridos plug-in. Pelo que, a partir dessa data, todas as suas berlinas e SUV serão eléctricos, alimentados por bateria.

A esta decisão da Volvo não é estranho o facto de mercados como o Reino Unido, onde a marca é forte, ter anunciado que os motores de combustão seriam banidos até final de 2030, para os híbridos plug-in os acompanharem cinco anos depois.