A McLaren Special Operations é a divisão do construtor britânico que trata das versões especiais, encomendas específicas de clientes e as mais difíceis personalizações que os fãs do construtor se podem lembrar. E, para provar que não deixa os seus créditos por mãos alheias, basta olhar para o novo Sabre, o mais recente superdesportivo da casa que monta a mais possante versão do 4.0 V8 biturbo, entre os que não recorrem à tecnologia híbrida, a que alia uma das mais complexas aerodinâmicas da actualidade.

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Sem o apuro aerodinâmico do Speedtail, ou a agressividade do Senna, o novo McLaren Sabre parece perseguir o melhor de dois mundos. Esse esforço pode ser visto nos elementos aerodinâmicos evidentes na carroçaria, com destaque para a traseira, responsável por colocar no solo a generosa potência, mas igualmente nos painéis laterais, que surgem destacados da carroçaria para melhor dirigir o fluxo de ar. Porém, tanta sofisticação surge de mão dada com uma má notícia, uma vez que a McLaren apenas irá produzir 15 unidades do Sabre, o que deixará de fora muitos dos seus potenciais clientes.

Mantendo a tradicional solução dos McLaren, com apenas tracção traseira, o Sabre monta uma versão do motor com quatro litros V8 biturbo que fornece 824 cv, uns pontos acima do já mítico Senna, com “apenas” 800 cv. Isto, associado aos 800 Nm de torque, explica a capacidade com que atinge 350 km/h de velocidade máxima. Mas a mecânica possante traz consigo a segunda má notícia, uma vez que apenas está homologada para circular nos EUA, pelo que nenhum europeu lhe pode chegar.

Como seria de esperar de um modelo que só vai ser comercializado do outro lado do Atlântico e entregue a apenas para 15 orgulhosos felizardos, todos os McLaren Sabre serão entregues através do concessionário da marca inglesa em Beverly Hills, na Califórnia. E o modelo é tão rápido que é possível que o condutor demore alguns quilómetros até se aperceber que o Sabre é um dos poucos McLaren com apenas dois lugares, em vez dos três que habitualmente fornece, em que o condutor vai sentado ao centro.