Meghan e o príncipe Harry já informaram a rainha de que não voltarão a integrar a família real britânica na qualidade de membros ativos. A informação, veiculada pelo Palácio de Buckingham esta sexta-feira, surge cerca de um ano depois do clã ter chegado a um acordo quanto à dissociação do casal do núcleo duro dos Windsor e à sua partida para a América do Norte. Na altura, Isabel II definiu o período de um ano para a transição (ou para uma eventual reflexão).

“Após conversações com o duque, a rainha confirma que, ao se afastarem do trabalho levado a cabo pela família real, não é possível continuarem a ter as responsabilidade e deveres inerentes a uma vida de serviço público”, lê-se no comunicado. Os Sussex terão agora de abrir mão de títulos militares, no caso de Harry, bem como de patrocínios em áreas como o desporto e a cultura. Segundo o palácio, estes serão “devolvidos a sua majestade, antes de serem distribuídos entre os membros ativos da família real”.

“Estamos tristes pela decisão deles, mas o duque e a duquesa continuam a ser membros muito amados da família”, remata o palácio.

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Um ano foi o período definido para que a decisão do casal fosse revista. Consumado o Megxit, nome pelo qual fico conhecido o processo de afastamento de Harry e Meghan das responsabilidades reais, ambos perdem títulos e funções. As insígnias militares do príncipe — The Royal Marines (fuzileiros), RAF Honington (força aérea) e Royal Navy Small Ships and Diving (marinha) — voltam a pertencer à rainha, à semelhança dos papéis de representação do Queen’s Commonwealth Trust e da Association of Commonwealth Universities.

Harry deixará ainda de ser patrono da The Rugby Football Union e da The Rugby Football League. Meghan perde o mesmo estatuto em relação ao The Royal National Theatre.

Harry e Meghan reagiram minutos depois, também via comunicado. “Como tem sido evidente no trabalho do último ano, o duque e a duquesa de Sussex continuam comprometidos com o dever e com o serviço ao Reino Unido e ofereceram apoio contínuo às organizações que têm apoiado, independente dos seus papéis oficiais. Todos podemos viver uma vida de serviço. Servir é universal”, pode ler-se no comunicado.

Rhiannon Mills, correspondente real da Sky News, interpreta as palavras dos Sussex como sendo de descontentamento face à decisão da rainha. O mesmo especialista fala em “conversações tensas” nos bastidores da família real.

Harry e Meghan. Entrevista a Oprah pode afastá-los de vez da família real

Este desfecho já tinha sido antecipado durante a última semana. Por um lado, com a notícia de que o casal daria uma entrevista a Oprah Winfrey, por outro, dado o aproximar do prazo limite para rever o acordo feito há um ano. Na altura, Harry e Meghan perderam automaticamente o título de suas altezas reais e abriram ainda mão do financiamento público que abrange os membros ativos da família real britânica. Com desfecho marcado para março de 2021, o Megxit parece ter agora a sua resolução.