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Este vinho nasceu virado para o cume do Pico e estagiou no fundo de uma gruta

Este artigo tem mais de 1 ano

A uva Arinto veio de vinhas centenárias, plantadas junto ao mar. Depois de engarrafado, o vinho estagiou no interior da Gruta das Torres, a 17 metros de profundidade. "É um vinho irreverente."

4 fotos

Bernardo Cabral não consegue disfarçar o contentamento. Está claramente orgulhoso do vinho que apresenta via Zoom, o único que estagiou no interior da Gruta das Torres, no Pico, a 17 metros de profundidade. Foram 15 meses de um sono silencioso, sem qualquer perturbação, um período em que as garrafas desfrutaram da escuridão absoluta, da temperatura constante (15º C) e da humidade acentuada (90%).

O vinho Gruta das Torres Arinto dos Açores 2018, que está a agora a ser lançado no mercado, não esconde a natureza que o viu nascer. A uva veio de vinhas centenárias que existem, e persistem no tempo, na freguesia da Criação Velha, em plena zona de Património Mundial da UNESCO, e a cerca de 420 metros do mar. Mais, chegam a situar-se precisamente acima da gruta que dá o nome ao novo vinho.

O estágio no interior cavernoso reflete a relação umbilical do projeto: “Metemos o vinho a estagiar na gruta um pouco como quem mete o bebé dentro do útero da mãe”, diz o enólogo consultor da Picowines. Carregar as 1.183 garrafas para o interior da gruta foi um trabalho um tanto ou quanto hercúleo. Foi preciso mobilizar o pessoal da Cooperativa Vitivinícola do Pico e um dia inteiro para o fazer. E conseguiram não partir uma única garrafa, um marco importante dada a edição limitada e o carácter raro das vinhas do Pico. “Não há espaço para fazer mau vinho”, garante Cabral, cuja cooperativa conta com 270 sócios microviticultores (a uva, garante, é “bem paga”, até porque as dos Açores são as mais caras do país).

A Gruta das Torres onde o vinho estagiou durante 15 meses

© siaram.azores.gov.pt

A relação com a Gruta das Torres é tanta que a equipa aproveitou o símbolo desta para o rótulo, onde círculos imperfeitos desenhados a branco se sobrepõem até serem capazes de representar aquele que é o maior tubo lávico conhecido em Portugal, com 5.150 metros de extensão total — é visitável de forma regular desde 2005. Também Bernardo Cabral, que entrou para a cooperativa em 2017, diz ter uma relação especial com a terra: às idas regulares ao Pico acresce a família na ilha Terceira.

“O vinho ficou tão giro”, atira o enólogo que, com ele, pretende “agitar as águas”. Mineralidade, salinidade e acidez são características óbvias, não fosse o vinho de perfil vulcânico ficar marcado pela proximidade do mar e pelas tempestades. Ainda assim, 2018, o ano de colheita, foi mais seco e menos tempestuoso.

É um “vinho irreverente”, continua, “a disparar para todo o lado”, que fermentou juntamente com leveduras indígenas num balseiro de carvalho francês de 5 mil litros e, depois, sobre borras finas durante sete meses — foi engarrafado em maio de 2019 e posteriormente enviado para o fundo da gruta. Cabral garante que há uma diferença assinalável entre o vinho com e sem o estágio de 15 meses na Gruta das Torres e que é a primeira vez que a cooperativa atenta tal experiência (e que alguém o faz nos Açores), embora não seja inédito um produtor arriscar estágios atípicos. Este foi um ensaio, pelo que “há espaço para crescer”.

O vinho está disponível em garrafeiras selecionadas (©DR)

Porque a ligação com a Gruta das Torres, classificada como Monumento Natural do Parque Natural do Pico e como geossítio do Geoparque Açores, é tão óbvia, o vinho é vendido juntamente com um voucher que garante entrada gratuita na gruta. O Gruta das Torres Arinto dos Açores 2018 está disponível em garrafeiras selecionadas com um preço que varia entre os 35 e os 40 euros.

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