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A Coverflex recebeu cinco milhões de euros numa ronda de investimento liderada pelos fundos Breega, Fundo 200M e por “outros investidores locais”, anunciou esta quarta-feira. Com este montante, a plataforma digital de compensações quer expandir internacionalmente e “recrutar mais talento para as equipas de produto e engenharia”. Objetivo: “duplicar a equipa até ao final do ano”. Atualmente, emprega cerca de 30 trabalhadores. A empresa diz que esta é a maior ronda pre-seed [pré-primeira fase de investimento] feita alguma vez em Portugal.

A forma como trabalhamos está a mudar, mas a compensação — salário, bónus, equidade e benefícios — não tem evoluído ao longo de décadas. A atual abordagem rígida de ‘one-size-fits-all’ [uma só forma serve todos os propósitos] está ultrapassada e não consegue satisfazer as necessidades do mercado de trabalho moderno”, diz Miguel Santo Amaro, presidente executivo e cofundador da Coverflex.

A empresa foi cofundada e é liderada por Miguel Santo Amaro, que também foi cofundador da Uniplaces e, em 2017, foi distinguido pela Forbes na lista “30 Under 30 Europe”. Em comunicado, os responsáveis da startup dizem que vão mudar o mercado de pagamentos a trabalhadores com uma “solução de compensação flexível que permite às empresas reduzir os custos e maximizar o potencial de rendimento”.

Para isso, até arranjou um novo termo: “compensação como um serviço”. Ou seja, a Coverflex permite que as empresas deem mais opções de compensação aos trabalhadores através de um cartão Visa, que estes podem gerir como preferirem.

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Ao agregar múltiplos fornecedores, ajudando as empresas a cortar custos com benefícios fiscalmente eficientes e dando aos colaboradores mais valor — ao mesmo tempo que melhoram a sua literacia financeira pessoal acerca de compensação e benefícios –, a Coverflex está a transformar a compensação tradicional numa ferramenta que reforça as relações de trabalho”, refere a startup em comunicado.

Ben Marrel, cofundador do fundo Breega e membro da direção da Coverflex, diz que a startup vai ser um “game-changer” [revolucionária, que muda o paradigma, em português]. De acordo com Nuno Pinto, também cofundador da Coverflex, esta ronda de cinco milhões de euros “valida o modelo de negócio” que a startup criou.

A Coverflex foi fundada em 2019. Atualmente, os serviços da Coverflex já são utilizados por empresas como a PwC, a Bolt, a Emma – The Sleep Company, a Landing.Jobs, a Startup Lisboa, a Rows, a Paul Stricker, a Velocidi e a Unbabel.