Sem mexer no espaço interior e na volumetria da mala, a Seat actualizou o Arona conferindo-lhe uma imagem mais encorpada, alinhando assim pela tendência dos consumidores que parecem privilegiar um aspecto mais “durão” mesmo que em causa esteja, como é o caso, um modelo de vocação mais urbana. As mudanças estendem-se ao interior, com uma filosofia mais tech, seja pela nova “arrumação” do habitáculo, seja pela reforçada dotação de equipamento.

À semelhança do que acontece com o Ibiza, com o qual partilha a plataforma, embora seja 8 cm mais comprido (4,138 m versus 4,059), o B-SUV espanhol estreia novas cores para a carroçaria e tejadilho (Preto Midnight, Cinzento Magnetic e o novo Branco Candy) e novas jantes de 17 ou 18 polegadas. Porém, os elementos mais característicos desta renovação encontram-se na secção dianteira, que recebe faróis LED (eco de série, full como opcional) e novas luzes de nevoeiro de formato circular, numa posição mais centrada e elevada) e disponíveis como opcional no nível de equipamento Xperience que, por sua vez, vem substituir o Xcellence. Significa isto que, na prática, o cliente tem à escolha duas frentes para o seu Arona.

Pode ainda optar por um de quatro níveis de equipamento (Reference, Style, Xperience e FR), com eles variando o relevo da grelha frontal e, claro, a atmosfera a bordo. Atrás, o pequeno SUV passa a exibir a sua denominação comercial a manuscrito, em linha com os últimos lançamentos da Seat, e o logo com dois tons de cromado, tal como introduzido no renovado Ibiza. Mas a nota de destaque, na secção traseira, vai para o novo spoiler na extremidade do tejadilho, juntamente com a secção inferior do pára-choques, que foi revista na perspectiva de incutir maior robustez ao modelo.

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Por dentro, as alterações alinham pela bitola do Ibiza, ou seja, a ênfase recai no tablier completamente redesenhado, que passa a acolher numa posição mais elevada, tipo flutuante, o ecrã dedicado ao sistema multimédia que pode ligar-se à Internet, para fornecer ao condutor informações mais precisas, por exemplo, acerca do trânsito. Além disso, inclui ligação sem fios compatível com Android Auto e Apple CarPlay e interacção melhorada com o utilizador que, ao pronunciar “Hola Hola”, activa de imediato o sistema de infoentretenimento. Esse display central apresenta-se com 8,25 polegadas nas versões mais básicas, mas depois “salta” para 9,2” nos níveis de equipamento mais sofisticados, caso do Xperience e do FR que permitem, por exemplo, que as saídas de ventilação sejam iluminadas e que o novo volante, que a marca diz ser mais ergonómico, seja revestido a Nappa.

Sob o capot, há hipótese de escolher uma de cinco motorizações que irão ficar disponíveis, cuja potência vai dos 90 aos 150 cv. A oferta a gasolina arranca com o 1.0 TSI em três versões, sendo que quando este tricilíndrico sobrealimentado debita 95 cv e 175 Nm de binário surge exclusivamente acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades, ao passo que na versão de 110 cv/200 Nm está associado a uma transmissão manual de seis relações ou, em alternativa, uma automática de sete velocidades.

O topo da oferta a gasolina está entregue ao 1.5 EcoTSI, capaz de desligar dois dos quatro cilindros a velocidade cruzeiro, para maior poupança de combustível. Neste caso, entrega 150 cv de potência e um binário máximo de 250 Nm. Para quem tem facilidade em abastecer de gás natural comprimido – o que em Portugal não é fácil – é proposto o 1.0 TGI, a motorização menos potente da gama (90 cv/160 Nm) com caixa manual de seis velocidades, que em contrapartida é menos poluente e muito mais económica.

Em termos de segurança, o B-SUV espanhol dá novo passo para se bater com a concorrência (Dacia Duster, Renault Captur, Nissan Juke, Fiat 500X, Ford Puma, entre outros) ao propor novidades como o Assistente de Viagem, um sistema que combina o cruise control adaptativo com o assistente de faixa de rodagem e o reconhecimento de sinais de trânsito, para proporcionar condução semiautónoma a qualquer velocidade.

O alerta da presença de veículos no ângulo morto também evolui – o campo de “visão” é alargado até aos 70 metros, a uma velocidade acima de 15 km/h – e a lista de equipamento disponível passa a integrar quer o Park Assist quer o sistema de comutação automática de luzes (máximos/médios).