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Um encontro para o Sporting, um encontro para o FC Porto, tudo equilibrado nas contas. O Dragão Arena ia receber este fim de semana as grandes decisões da Liga de basquetebol entre as duas melhores equipas no plano nacional esta temporada, com os dragões a deixarem talvez a maior demonstração de superioridade no oitavo jogo entre ambos em menos de sete meses e a ganharem por 87-73, ficando apenas a uma vitória do título.

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Era nesse contexto que chegava o jogo 4 da final, com Moncho López, que cumpre a 12.ª temporada consecutiva no comando dos azuis e brancos (acumulando as seleções de Portugal e de Angola em alguns períodos), a ter um discurso muito cauteloso e sem ponta de euforia. “Temos a primeira oportunidade para fechar e vamos tentar aproveitá-la. Gostava muito de vencer com adeptos e poder festejar com eles. Mas o Luís Magalhães é um técnico excelente, muito competente e experiente, e vamos encontrar uma versão muito forte de Sporting”, referiu. E mesmo sem a força do público, o FC Porto teve uma grande recuperação no quarto período, de nada valendo perante a parte final mais serena dos leões que valeu um triunfo por 80-76 e um decisivo jogo 5 na final da Liga de basquetebol, que vai ser discutido no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, na próxima quarta-feira (19h).

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O encontro começou a um ritmo frenético, com as duas equipas a utilizaram um jogo de ataques rápidos com a aposta nos lançamentos exteriores e o Sporting a ver James Elissor e Travante Williams fazerem mais pontos só nesse início do que em todo o jogo 3 da final. No entanto, com uma defesa melhor e dois triplos consecutivos de Brad Tinsley, o FC Porto assumiu o comando do encontro, virou uma desvantagem de cinco pontos (8-3) para um avanço de oito pontos (20-12) e voltou a ceder apenas nos instantes finais, altura bem aproveitada pelo conjunto verde e branco para recuperar alguns pontos e concluir o primeiro parcial a perder apenas por 21-19.

No segundo período, com Micah Downs mais efetivo e Shakir Smith a dar outro critério no ataque dos leões (no lado contrário Riley continuava a dar o show do costume a passar mas sem marcar pontos), o Sporting ficou sem treinador logo a abrir com Luís Magalhães a ser expulso já depois de ter sido sancionado com falta técnica uns minutos antes mas conseguiu passar de novo para a frente, numa fase em que as equipas foram arriscando momentos de defesa campo inteiro e maior agressividade perante ataques organizados, o que foi elevando em paralelo o número de faltas dos jogadores de posições interiores. Com Riley, Gordon e Nevels mais apagados do que é normal na pontuação, os leões saíram para o intervalo na frente por oito pontos (42-34).

Depois do “apagão” nos últimos três minutos e meio da primeira parte, o FC Porto teria de conseguir entrar de outra forma para equilibrar de novo as contas e reentrar na partida mas, apesar da boa defesa, demorou mais de quatro minutos a marcar o primeiro cesto, com Riley a quebrar a série de lançamentos falhados e a marcar o primeiro triplo da partida quando o Sporting vencia por 11 pontos (45-34). Até nas faltas a missão começava a tornar-se mais complicada para os dragões, que viram Eric Anderson, Miguel Queiroz e Riley chegarem muito cedo à quarta infração com a necessidade de serem mais resguardados por Moncho López. A quatro minutos do final, Travante Williams chegou aos 16 pontos e colocou a maior vantagem no jogo (55-41), com o terceiro período a fechar com os leões na frente por 11 pontos e a jogar com tempos de ataque mais longos (58-47).

No entanto, bastaram menos de três minutos para mexer por completo com o encontro: o Sporting teve um eclipse no ataque, Riley começou a aparecer no FC Porto, os leões averbaram rapidamente cinco faltas além de uma técnica a John Fields e os dragões baixaram pela primeira vez da fasquia dos oito pontos de desvantagem na segunda parte, encostando mesmo nas duas posses de bola com um triplo de Riley que fez o 62-58 e depois apenas a um ponto à entrada dos cinco minutos finais (64-63), com a reviravolta a surgir com dois lançamentos livres de João Soares na quinta falta de Travante Williams (67-66). Estava tudo em aberto, com muita emoção, triplos dos dois lados e uma entrada preponderante de Shakir Smith, com um lançamento de dois e um triplo que fizeram toda a diferença na parte final de um encontro que terminou com a vitória leonina por 80-76.