Uma “pressão interna brutal”. É assim que no PS se descreve o processo que levou, no espaço de menos de 48 horas, o homem que esteve para ser candidato do partido à Câmara Municipal do Porto — Eduardo Pinheiro, secretário de Estado da Mobilidade — a recuar e desistir da corrida autárquica. Uma decisão com que António Costa já veio dizer-se “totalmente solidário” e até compreensivo, passando para a concelhia e a federação portuenses a responsabilidade de encontrarem agora “uma solução vitoriosa”, num cenário mais caótico do que nunca.

O convite a Pinheiro — que só tinha sido formalizado na terça-feira à tarde, apesar de o secretário de Estado ter sido sondado anteriormente — tinha provocado ondas de choque. Muito por causa da perceção de que a escolha facilitaria um possível acordo futuro com Rui Moreira, um cenário que irritou as bases do Porto e que o autarca do Porto não excluiria.

Já a desistência está a provocar o caos na estruturas, descreve fonte do PS local, que frisa a estranheza da situação: “Minar uma escolha do secretário-geral também é minar o secretário-geral…”.

Escolha de Costa para o Porto divide PS. Possível acordo com Moreira arrepia estruturas

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