Até 2019, a Tesla era um fabricante de automóveis eléctricos que aflorava a fasquia das 100.000 unidades/ano, valor que cresceu para 500.000 em 2020. Este ano, depois de entregar 184.800 veículos no primeiro trimestre, o construtor norte-americano fez chegar 201.250 veículos a clientes no 2º trimestre, um incremento de 9% mesmo com pandemia e falta de chips.

Os analistas de Wall Street previam que a marca de Elon Musk atingisse as 200.000 unidades, mas a Tesla superou ligeiramente as expectativas e um pouco mais o volume de produção, uma vez que das suas linhas saíram 206.421 novos modelos.

Ver as vendas crescer é sempre bom para qualquer construtor, especialmente em tempos difíceis. Mas o incremento é maior do que os números parecem revelar, na medida em que são conseguidos (ainda) sem a ajuda dos renovados Model S e Model X, cujas vendas de 25.000 unidades/trimestre praticamente desapareceram assim que o fabricante anunciou a sua substituição pelas novas versões, diferentes nos interiores e mais potentes e mais rápidas. Daí que, dos 201.250 veículos entregues, 199.360 tenham sido Model 3 e Model Y, para apenas 1890 pertencerem às gamas S e X.

O 3º trimestre será diferente. Primeiro, porque o novos Model S e Model X já vão contribuir com os números referentes às versões Long Range e Plaid. Segundo, porque a produção de Model 3 e Y vai continuar a aumentar a partir das fábricas na Califórnia e na China.

O próximo maior salto nas vendas da Tesla irá ter lugar quando as novas fábricas do marca no Texas e em Berlim começarem a laborar, o que deverá permitir a este fabricante integrar o clube do 1 milhão de unidades produzidas por ano.

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