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"Os adeptos da Juventus não me amam", disse uma vez Mourinho, que desta perdeu mesmo em Turim

Treinador português saiu derrotado por 1-0 de um jogo onde a sua equipa até falhou uma grande penalidade. O special one tem histórico de rivalidade com a vecchia signora, mas ainda tem saldo positivo.

Kean fez com alguma sorte o golo da Juventus que derrotou a Roma de José Mourinho
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Kean fez com alguma sorte o golo da Juventus que derrotou a Roma de José Mourinho

Kean fez com alguma sorte o golo da Juventus que derrotou a Roma de José Mourinho

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A última vez que José Mourinho passou pelo estádio da Juventus, onde este domingo foi pela Roma, as coisas incendiaram rapidamente após o final do encontro, que o Manchester United, então orientado pelo português, venceu por 2-1, em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/2019. No final desse jogo, Mourinho colocou a mão junto ao ouvido como que a pedir para os adeptos da Juve falarem mais alto. No final desse encontro, acabou por dizer que talvez não o devesse ter feito.”Fui insultado durante 90 minutos. Vim aqui para fazer o meu trabalho, nada mais. Não ofendi ninguém, apenas fiz um gesto que indicava que os queria ouvir falar mais alto. Provavelmente não o deveria ter feito, e de cabeça fria talvez não o teria feito. Mas com a minha família insultada, e até mesmo a minha família do Inter, reagi assim. Não os insultei, respeito a Juventus, os jogadores da Juventus, o treinador da Juventus, e tudo que tenha a ver com a Juventus”, disse então.

E Mourinho ter falado do Inter na altura não foi surpreendente, visto que nos dois anos da primeira passagem do português por Itália, entre 2008 e 2010, a rivalidade já existia. Aliás, nesse jogo entre United e a equipa italiana fez questão de explicar, ainda de forma mordaz, o porquê: “Eles [adeptos da Juventus] não me amam, eu percebo. O período mais difícil para eles foi quando ganhei o triplete [Serie A, Taça de Itália e Liga dos Campeões com o Inter] num ano [2009/2010]”.

No entanto, já mais recentemente, o special one diz que “nunca” se preocupou com o “porquê” da rivalidade com a equipa de Turim. “Para mim, chegar a Milão em 2008 bastou. Eu senti imediatamente que era um jogo muito especial. Isso era suficiente. Cheguei, vesti a camisola do clube e fui arrebatado por todas as sensações e emoções que fazem parte do seu ADN. Sentia isso em mim todas as vezes que enfrentávamos a Juventus. Tornou-se parte de mim. Se era importante para o meu clube, tornou-se ainda mais importante para mim”, frisou.

Antes da deslocação deste domingo para, pela sua nova Roma, defrontar a Juventus, o saldo de José Mourinho frente à vecchia signora era positivo: quatro vitórias, um empate e duas derrotas.

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Passando ao jogo, este nem começou nada mal para os romanos, que estiveram bem nos primeiros minutos, a tentar sair rápido com bola, em jogadas mais explosivas, mesmo através dos médios que queriam conduzir o esférico e não só jogar em ataque posicional. Houve alturas durante o primeiro tempo em que os avançados da Juventus estavam a defender bem dentro do seu meio-campo, mas nessas alturas faltou à Roma o passe de risco, tentar desenvencilhar-se mais rapidamente da boa organização da Juve.

Um pouco contra a corrente do jogo, foi a Juventus que marcou aos 16′, através de Moise Kean, de cabeça, num ressalto após um cabeceamento de Betancur. A vantagem apenas fez com que a equipa de Massimiliano Allegri se sentisse ainda mais confortável em defender um pouco mais atrás, muito bem organizados, e, ajudados pela lentidão romana, aguentaram bem o restante da primeira parte, até aos 40′, quando surgiu um penálti para a equipa da Roma. Chamado a marcar, no entanto, o francês Veretout não conseguiu desfeitear Szczesny, com o polaco a defender o remate. Penálti falhado pela equipa de Mourinho e, pouco depois, o intervalo.

O segundo tempo arrancou um pouco como a primeira parte, com um jogo mais rápido e partido, mas foi a Juventus a entrar melhor e a Roma com mais dificuldades, pelo menos nos primeiros 15′, visto que depois a equipa de Mourinho voltou a assumir a bola, mas pouco mais do que isso. Durante o referido período, destaque para um falhanço à boca da baliza de Kean, que ao invés de bisar colocou a bola na bancada, na recarga a um excelente pontapé de bicicleta de Bernardeschi defendido pelo português Rui Patrício.

A Roma criou depois dois lances de perigo, por Veretout e Viña, mas a Juventus, principalmente com Alegri, sente-se muito confortável a guardar a bola e mesmo a defender, se assim tiver de ser. A equipa de Mourinho já não conseguiu chegar ao empate e somou mesmo a terceira derrota na Serie A. Desta vez não houve mão no ouvido, mas Mourinho, além do resultado, claro, não tem grandes motivos para ficar desgostoso com os seus jogadores que, mesmo que por vezes algo lentos na posse, foram intensos nos lances e não conseguiram apenas ultrapassar uma equipa da Juventus que, em recuperação no campeonato, é muito, muito experiente.

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