As denúncias chegaram ao Ministério da Educação e o gabinete de João Costa decidiu investigá-las. Em causa está uma espécie de fundo de greve — mecanismo previsto na lei, com regras próprias — para angariar dinheiro de forma a que os assistentes operacionais possam fazer greve. A notícia é avançada pelo Público, que cita fonte oficial do ministério.

Quando se faz greve, esse dia é descontado do ordenado, o que pode impedir que alguns trabalhadores de poder participar nas paralisações, por questões económicas, mesmo que deseje fazê-lo. Essa será a intenção em algumas escolas, onde os professores estão a criar um fundo de maneio para pagar o dia aos assistentes operacionais. 

Nas escolas, mais do que as greves de professores, são as greves dos assistentes operacionais que levam ao encerramento de portas por questões de segurança, já que é a estes profissionais que cabe, entre outras tarefas, zelar pela segurança dos alunos quando não estão nas salas de aulas.

“Caso se verifique a ilegalidade da recolha e aceitação de dinheiro neste contexto”, o Ministério da Educação afirmou que serão extraídas “as devidas consequências legais”, actuando-se “em conformidade”.

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