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Um daqueles dias em que foi pau, pedra, poste e trave. Mas Paulinho foi o fim do caminho (a crónica do Portimonense-Sporting)

Este artigo tem mais de 1 ano

O Sporting tentou tudo e não conseguiu quase nada, com Pote a desperdiçar um penálti e a falhar dezenas de golos. No fim, valeu Paulinho — que garantiu a vitória dos leões contra o Portimonense (0-1).

O avançado português marcou o único golo do jogo já na segunda parte
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O avançado português marcou o único golo do jogo já na segunda parte

LUSA

O avançado português marcou o único golo do jogo já na segunda parte

LUSA

Quando o sorteio dos oitavos de final da Liga Europa ditou que o Sporting terá de enfrentar o Arsenal na próxima eliminatória, todas as análises, antecipações e antevisões frisaram o mesmo: os leões teriam de chegar ao confronto com os ingleses assentes em quatro vitórias consecutivas e com esse élan que dava motivação e confiança.

A última peça do puzzle, naturalmente, teria de ser alcançada este sábado. O Sporting deslocava-se ao Algarve para defrontar o Portimonense e teria de vencer para juntar esse triunfo aos conquistados contra o Desp. Chaves, o Midtjylland e o Estoril. Para além disso, uma vitória deixava desde já os leões a uns condicionais dois pontos do Sp. Braga e quatro do FC Porto, já que tanto minhotos como dragões só entravam em campo depois do apito final em Portimão.

Ficha de jogo

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Portimonense-Sporting, 0-1

23.ª jornada da Primeira Liga

Estádio Municipal de Portimão, em Portimão

Árbitro: Gustavo Correia (AF Porto)

Portimonense: Nakamura, Lucas, Park, Relvas, Pedrão, Maurício, Pedro Sá (Diaby, 45′), Lucas Ventura (Yony González, 75′), Seck (Ricardo Matos, 83′), Ouattara (Rui Gomes, 83′), Welinton

Suplentes não utilizados: Nogueira, Paulo Estrela, Tornich, Bruno Reis, Yago

Treinador: Paulo Sérgio

Sporting: Adán, Diomande, Coates (Matheus Reis, 60′), Gonçalo Inácio, Ricardo Esgaio, Manuel Ugarte (Paulinho, 74′), Morita, Nuno Santos (Jeremiah St. Juste, 85′), Marcus Edwards (Trincão, 85′), Chermiti, Pedro Gonçalves

Suplentes não utilizados: Franco Israel, Rochinha, Bellerín, Mateo Tanlongo, Arthur Gomes

Treinador: Rúben Amorim

Golos: Paulinho (77′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Pedrão (13′), a Coates (33′), a Ricardo Esgaio (35′), a Ouattara (39′), a Welinton (72′), a Rui Gomes (90+3′)

“Sabemos que, mesmo fazendo o nosso trabalho, se os outros não perderem pontos é difícil. Mas volto a dizer: não precisamos de mais motivação, estamos abaixo do lugar onde devíamos estar. Temos de vencer amanhã. Estamos mais pressionados desde o início porque estamos atrás, isso dá-nos ansiedade a toda a hora porque temos de vencer rapidamente. Amanhã vamos encontrar uma equipa que aposta nas transições, nas bolas paradas. É um momento importante da época. Preparar jogos sobre vitória é melhor, já falhámos em momentos destes e temos de vencer”, explicou Rúben Amorim na antevisão da partida.

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Neste contexto e com Ugarte de regresso depois de o uruguaio ter cumprido castigo contra o Estoril, o treinador leonino recuperava a titularidade de Diomande, Gonçalo Inácio, Esgaio e Chermiti, com St. Juste, Matheus Reis, Bellerín e Paulinho a começarem no banco. Pote voltava ao trio ofensivo depois de ter estado no meio-campo na última jornada, precisamente devido ao castigo de Ugarte, e Trincão saía do onze inicial com a mudança de posição do internacional português. Do outro lado, num Portimonense que entrava em campo no 12.º lugar, Paulo Sérgio fazia três alterações face à derrota da última jornada em Famalicão.

Os instantes iniciais demonstraram desde logo qual seria a dinâmica do jogo: o Portimonense apresentava-se com as linhas muito recuadas, colocando os quatro defesas na zona central no momento sem bola e os alas a fechar nas laterais, defendendo as investidas do Sporting com um setor defensivo de seis elementos. Os leões eram naturalmente superiores, tinham quase toda a posse de bola e começavam a construir já no meio-campo adversário, com Diomande a revelar-se uma peça crucial na hora de iniciar o movimento ofensivo.

Os leões iam atacando com recurso a algumas nuances táticas que procuravam desbloquear o muro do Portimonense. No corredor direito, Esgaio atuava mais por dentro e deixava a ala para Edwards enfrentar Seck sozinho e explorar as claras fragilidades defensivas do senegalês. Ugarte e Gonçalo Inácio protagonizaram as duas primeiras oportunidades da partida, com dois remates de longe que passaram por cima (8′ e 11′), e Edwards ficou muito perto de inaugurar o marcador na sequência de um passe de Diomande a rasgar a defesa (16′).

A equipa de Rúben Amorim teve uma ocasião crucial para marcar ainda nos 20 minutos oficiais, com Pedrão a evitar o golo de Morita em cima da linha (17′), e Pote falhou o alvo com um pontapé já na área após uma assistência de Nuno Santos (28′). O Portimonense praticamente não passava do meio-campo e fez o primeiro remate já depois da meia-hora, com um livre direto de Maurício (35′), e o Sporting ia insistindo com oportunidades consecutivas mas uma clara falta de eficácia que prolongava o nulo.

Já perto do intervalo, Ouattara fez falta sobre Nuno Santos no interior da grande área mas Pote, na conversão da grande penalidade, manteve a ineficácia leonina e atirou por cima da baliza (41′). No fim da primeira parte, o Sporting estava ainda empatado com o Portimonense no Algarve, já tinha desperdiçado um penálti e não conseguia capitalizar uma superioridade clara em que só faltava mesmo o golo.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Portimonense-Sporting:]

Rúben Amorim não mexeu ao intervalo mas Paulo Sérgio fez desde logo uma substituição, trocando Pedro Sá por Diaby e recuando Maurício no relvado. O Sporting ficou muito perto de abrir o marcador logo nos instantes iniciais, com Park a arriscar o autogolo com um alívio que esbarrou na trave (47′), e Pote protagonizou duas oportunidades consecutivas com um pontapé que Nakamura parou com uma enorme defesa (51′) e outro mais em jeito que passou ao lado (52′).

O treinador dos leões mexeu à passagem da hora de jogo, trocando Coates por Matheus Reis e passando Gonçalo Inácio para o corredor central da defesa, e o Sporting continuou a desperdiçar ocasiões com um lance em que Nakamura evitou o golo de Esgaio (63′) e outro em que Pote acertou no poste (65′). O tempo ia passando, o relógio não parava e o resultado mantinha-se a zeros, com Amorim a fazer a segunda substituição já à beira do quarto de hora final para colocar Paulinho no ataque e tirar Ugarte.

E o avançado acabou por tornar-se crucial. Pote cruzou a partir da esquerda e para uma grande área onde parecia não estar ninguém e Paulinho, com um movimento perfeito, desviou já em esforço para finalmente desbloquear o marcador na primeira vez em que tocou na bola (77′). O Portimonense ainda ameaçou o empate nos instantes finais, com o Sporting a perder o controlo do jogo, mas Adán segurou a vitória em duas ocasiões.

O Sporting venceu o Portimonense no Algarve e carimbou a tal quarta vitória consecutiva na antecâmara da receção ao Arsenal para os oitavos de final da Liga Europa. Num dia de franca desinspiração na finalização e de dezenas de oportunidades desperdiçadas, Paulinho acabou por ser a solução dos leões para desbloquear um nulo que parecia definitivo.

 
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