O Presidente timorense disse esta segunda-feira que vai convidar o partido mais votado nas eleições de domingo a formar Governo, e avisou que não aceitará, necessariamente, qualquer coligação que lhe seja apresentada.

Convidarei o partido mais votado, com ou sem maioria absoluta. Se não tiver cabe ao partido decidir se convida outro partido. Se houver coligação vou ver quem faz parte dessa coligação”, disse José Ramos-Horta à Lusa.

“Há determinados partidos que não passarão pela minha assinatura. Não vou simplesmente aceitar qualquer coligação que venha”, disse, depois de visitar esta segunda-feira a Comissão Nacional de Eleições (CNE) onde deverá começar na terça-feira a verificação dos votos de domingo.

O chefe de Estado falava numa altura em que estão contabilizados mais de 82% dos centros de votação, com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão a ter uma maioria confortável de 41,09%.

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Em segundo lugar está a Fretilin com cerca de 26,4% dos votos.

A manter-se a atual tendência, o CNRT vencerá as eleições, mas sem a maioria absoluta, pelo que necessitará de uma coligação.

O cenário mais provável é de uma coligação com o Partido Democrático (PD), que é atualmente a terceira força mais votada, já que os restantes três partidos estão juntos num acordo de plataforma para governar caso vencessem.

No domingo, depois de votar, Mariano Assanami Sabino, presidente do PD, disse à Lusa que o partido estava disponível para avaliar essa possibilidade de aliança, quer com o CNRT, quer com a Fretilin.