O Teatro Tivoli, em Lisboa, a celebrar 99 anos, inicia na quinta-feira a celebração do seu centenário com a opereta O Morcego, de Johann Strauss II, com um elenco integralmente português.

A agenda comemorativa, já apresentada, inclui 30 produções nacionais e internacionais, estando previsto cerca de 250 sessões, contemplando cinema, dança, música, teatro, programas para a família e conferências.

Na área da música, depois de O Morcego, é apresentado a 22 de janeiro o concerto Mozart Concertante, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção da concertino Ana Pereira, que será também solista.

O próximo espetáculo da agenda celebrativa do centenário é o bailado O Lago dos Cisnes, de Piotr Tchaikovsky, pelo Ballet de Kiev, que estará em cena de 1 a 3 de dezembro.

A opereta O Morcego é uma das mais celebradas produções de Strauss II, refere o Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), que assim se associa ao centenário do Tivoli.

A opereta é inspirada na peça Le réveillon (1872), de Henri Meilhac e Ludovic Halévy. A ação dramática decorre na noite de Ano Novo, o que suscita o desfilar de czardas, valsas e de outras músicas que “faziam feliz a capital austríaca à época”, segundo o TNSC.

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A ação decorre numa cidade nos arredores de Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, quando dois amigos, Eisenstein e Dr. Falke, visitam um animado baile de máscaras.

No original Die Fledermaus, a opereta tem libreto de Carl Haffner e Richard Genée. A estreia deu-se em Viena, em abril de 1874, com assinalável êxito, o que catapultou Strauss para a direção dos concorridos bailes de Viena.

A sua Abertura figura regularmente nos programas de concertos de Ano Novo.

No Tivoli, a opereta tem a direção musical do maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Antonio Pirolli. A narração e textos estão a cargo do tenor Mário João Alves, e o elenco é constituído pelas sopranos Susana Gaspar, Rita Marques e Cecília Rodrigues, os barítonos Luís Rodrigues, João Merino e Tiago Matos, a meio-soprano Cátia Moreso, que recentemente protagonizou a opereta Maria da Fonte, de Augusto Machado, o tenor Leonel Pinheiro, e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

O teatro, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, foi uma iniciativa de Frederico Lima Mayer que visava dotar a capital de uma sala de espetáculos que ombreasse com outras da Europa. A traça do cineteatro, propósito para o qual foi edificado, é do arquiteto Raul Lino, e iniciou a sua atividade em 1924, com a projeção do filme “Violetas Imperiais”, de Henry Roussel.

Desde a sua fundação, no teatro atuaram, entre outros, os maestros Thomas Beecham, Frederico de Freitas ou Ibo Cruz, os pianistas Arthur Rubenstein, José Vianna da Motta, Sequeira e Costa ou Maria João Pires, o violinista Yehudi Menuhin e a violoncelista Guilhermina de Suggia.