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Diplomatas israelitas admitem estar em “fases avançadas das negociações” com o Hamas para um acordo de cessar-fogo em Gaza, que também leve à troca de reféns, noticia o The Times of Israel. A proposta, avançada esta segunda-feira em Doha, no Qatar, prevê a libertação faseada dos reféns e prisioneiros, tanto em Gaza como em Israel, conforme detalham os oficiais.
Na primeira fase, o Hamas libertaria 33 “reféns humanitários”, ou seja, crianças, mulheres, idosos e doentes. Os diplomatas adiantam que estes primeiros 33 integram a lista de reféns que Israel acredita ainda estarem vivos, mas que não têm confirmação do seu estado de saúde. Para o lado do grupo palestiniano, as reivindicações não são claras, mas uma das condições já avançada publicamente é o regresso do corpo do líder defunto do Hamas, Yahya Sinwar. Por sua vez, Telavive recusou firmemente este termo.
Se esta primeira etapa for um sucesso então, no 16º dia após a implementação do acordo, as duas partes regressam à mesa de negociações para a segunda fase de libertação de reféns, desta vez soldados e homens maiores de idade, juntamente com os corpos dos cativos já mortos. Tendo no seu território vários “ativos” significativos, como “terroristas de renome” e “território na Faixa de Gaza”, Israel pretende utilizar estes fatores para alavancar a garantia que “todos os reféns regressam a casa”, dizem os diplomatas.
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Confirmada a resolução de todos estes pontos mencionados no acordo, Israel deverá então retirar as suas forças militares da “maior parte” da Faixa de Gaza, e libertar os restantes prisioneiros palestinianos, incluindo os “terroristas que levaram a cabo ataques mortais”, e excluindo os que participaram no ataque de 7 de outubro de 2023. Assim, será criada uma “zona tampão” no enclave, onde estarão presentes as Forças de Defesa de Israel (IDF) para “defender melhor as comunidades na fronteira israelita”.
Entre a primeira e segunda fase, adiantam, Israel continuará a controlar o Corredor de Filadélfia, ao longo da fronteira com o Egito, e serão implementadas “medidas de segurança” para assegurar a mobilização dos civis palestinianos no sul, de volta para o norte.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, depois de uma conversa com o Emir do Qatar esta segunda-feira, e com Benjamin Netanyahu no domingo, está confiante que estão “à beira” de chegar a um acordo sobre os reféns em Gaza.
“O acordo que estruturámos libertaria os reféns, colocaria um fim aos combates, proporcionaria segurança a Israel e permitir-nos-ia aumentar significativamente a assistência humanitária aos palestinianos que sofreram terrivelmente nesta guerra que o Hamas iniciou”, disse Joe Biden, em declarações no Departamento de Estado dos EUA. O Chefe de Estado norte-americano, que tem ainda exatamente uma semana de mandato, referencia a proposta apresentada pela comitiva americana em maio, e que está agora a ser utilizada como base para um novo acordo.
Agora, ainda não existindo uma resposta definitiva sobre o rascunho final para uma trégua, as delegações israelitas e do Hamas vão estar reunidas novamente em Doha, de forma separada, em encontros com representantes dos EUA, do Egito e do próprio Qatar, com o objetivo de “limar as arestas” do acordo, de acordo com a agência Reuters.