Entre as últimas palavras do Papa que morreu ao amanhecer de segunda-feira, dia 21, esteve um agradecimento ao seu assistente pessoal e enfermeiro, Massimiliano Strappetti, por o ter encorajado a dar uma última volta no papamóvel, no domingo, cumprimentando a multidão que assistia às cerimónias pascais na Praça de São Pedro.
“Obrigado por me levares de volta à praça”, afirmou Francisco ao seu enfermeiro, adianta o Vatican News. As imagens de domingo de Páscoa mostram o momento em que o chefe da Igreja Católica é massajado no pescoço pelo enfermeiro, enquanto este lhe dirige algumas palavras, que se sabe agora, eram de encorajamento para aguentar a viagem entre a multidão.
No sábado, foi o próprio Strappetti a rever com o Papa o percurso que faria até à varanda da Basílica de São Pedro. Francisco queria oferecer “uma última e significativa surpresa aos 50 mil fiéis” que se iriam reunir na praça, diz o Vaticano. Mas hesitou, procurando o conselho do seu assistente pessoal: “Achas que vou conseguir?”. Perante o incentivo de Strappetti, acabou por alcançar o seu objetivo no dia seguinte.
Depois, um Francisco “cansado mas satisfeito” agradeceu a Strappetti. Após o esforço físico, o Papa, que já se encontrava num estado de saúde muito fragilizado, descansou durante a tarde, jantou tranquilamente e, de madrugada, adoeceu subitamente, acabando por morrer na sequência de um AVC.
O Vaticano revelou que momentos antes de morrer, Francisco fez um “gesto de despedida” para Strappetti enquanto estava deitado na cama na sua residência papal. Depois de entrar em coma, Francisco teve uma “morte discreta, quase súbita, sem longo sofrimento ou alarme público”, descreve ainda fonte oficial da Santa Sé.
Vaticano confirma causa da morte do Papa Francisco: AVC e ataque cardíaco
A expressão de gratidão para com um dos funcionários que mais lhe era próximo e que o acompanhou incansavelmente durante toda a sua doença tornou-se agora pública. Francisco tinha mencionado antes que Strappetti lhe salvou a vida ao sugerir-lhe uma operação ao cólon. Em 2022 nomeou o enfermeiro seu assistente pessoal de saúde.
Foi também este o profissional de saúde que esteve ao lado do Papa durante os seus 38 dias de internamento no Hospital Gemelli de Roma, em fevereiro, enquanto sofria complicações respiratórias graves e sucessivas. Depois disso, no período de recuperação, o enfermeiro acompanhou-o 24 horas por dia na Casa Santa Marta, como aconteceu nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, quando o Papa morreu.
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